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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Enzima: esperança de "fonte da juventude"


Enzima: esperança de "fonte da juventude"
Cientistas israelenses conseguiram prolongar em 15% a vida útil de ratos usando a enzima sirtuína 6 (SIRT6)

Pesquisadores da Universidade Ramat Gan, em Israel, conseguiram prolongar em 15% a vida útil de ratos usando a enzima sirtuína 6 (SIRT6), uma das sete sirtuínas encontradas em mamíferos. Segundo os estudos, a SIRT6 atua protegendo o organismo de desordens metabólicas como o diabetes, ajudando a retardar os efeitos do envelhecimento.
Nos roedores mais velhos, verificou-se que o açúcar era metabolizado mais rapidamente, o que sugere que a SIRT6 atue protegendo o organismo de desordens metabólicas como o diabetes, retardando os efeitos do envelhecimento.

A descoberta, publicada na revista especializada “Nature”, pode ter importantes implicações terapêuticas, pois é possível que ajude a desenvolver novas formas de tratar as doenças relacionadas ao envelhecimento. (O Globo)


Os mistérios do envelhecimento 

O envelhecimento é um processo que está associado com uma deterioração gradual de um corpo ou organismo. Esta deterioração de um organismo leva a um aumento da susceptibilidade a doenças como câncer, diabetes, doenças cardiovasculares e neuro-degeneração. O processo de envelhecimento imagina-se ocorrer de várias maneiras diferentes, algumas das hipóteses como o ocorre o envelhecimento é pelo estresse oxidativo ou telómero curto-circuito. A teoria dos telômeros diz que, como as células se dividem, cada divisão faz com que os telômeros células encurtem a cada divisão. Este desgaste dos telómeros é acreditado para prever o tempo de morte celular e é indicativo de uma idade biológica da pessoa(Mayor, 2009). Enquanto a teoria do estresse oxidativo acredita que as espécies reativas a oxigênio a cada dia o metabolismo provoca danos para a célula e, eventualmente, leva a um envelhecimento geral do organismo. Essas diferentes teorias de envelhecimento mostram que o envelhecimento não é apenas um gradual desgaste, mas é um processo.


SIRT6 e sua relação com o envelhecimento



Um dos genes da longevidade descobertos codifica uma proteína chamada SIRT1, que é de 7 proteínas. Estas proteínas são conhecidos como uma classe III deacetlyase histona, o que significa que eles utilizam NAD + para remover Lisina acetil a partir de proteínas ou histonas. Eventualmente, a função de SIRT6 foi descoberto pelos investigadores, observando que SIRT6 ratinhos knockout mostrou um fenótipo de envelhecimento prematuro ( Mostoslavsky et al., 2006 ). Acreditava-se que este fenótipo de envelhecimento é devido a SIRT6 ser uma histona H3 lisina 9 deacetilase específica a cromatina telomérica e isto levou à disfunção telemoric ( Michishita et al., 2008 ). A mais recente descoberta parece sugerir que a SIRT6 fenótipo de envelhecimento é nocaute em vez devido a SIRT6 desacetilação H3 lisina 9 histonas perto de NF-kB promotores do gene alvo e SIRT6 é recrutado lá através de uma interação direta com física RELA ( Kawahara et al., 2008 ) . SIRT6 desacetilação de histonas perto NF-kB genes levar a diminuição de NF-kB genes expressão e impede a apoptose e senescenceing celular através de NF-kB. Assim, o fenótipo da doença de envelhecimento prematuro é trazido por perda de SIRT6, o que torna o NF-kB genes mais activos que conduzem à morte celular aumentada. Este aumento de morte celular devido a hiperactivas NF-kB genes conduz a um envelhecimento prematuro nos ratos, aumentando senescenceing celular e apoptose. Este conhecimento que SIRT6 tem algum papel no processo de envelhecimento leva à esperança possível de alguma intervenção farmacêutica que poderia estender um organismo vida Espanha.

domingo, 3 de abril de 2011

Cientista diz que dieta de insetos pode resolver crise mundial de alimentos

Os insetos geram a mesma quantidade de proteína comendo sete vezes menos ração do que um boi, por exemplo.
Nos restaurantes brasileiros, encontrar um gafanhoto no prato certamente seria motivo de escândalo, mas um cientista holandês ligado à ONU, a Organização das Nações Unidas, afirma que chegou a hora de ver os insetos como fonte de proteína, capaz de ajudar a acabar com a fome no mundo.

O que parece uma praga de gafanhotos pode ser apenas sua próxima refeição. Estamos em uma fazenda no interior da Holanda onde não se criam vacas nem galinhas. O negócio no local é inseto: larvas de borboletas, de besouros, além de grilos e gafanhotos.

É um negócio limpo que não requer muito espaço e nem grandes investimentos. Em um galpão menor do que uma quadra de tênis, dá para produzir 600 quilos de insetos comestíveis por semana. O faturamento mensal chega ao equivalente a R$ 100 mil. Pelo menos, 15 produtores rurais holandeses se dedicam a essa atividade. A Holanda é um dos principais produtores de insetos comestíveis do mundo.

Se existe produção, existe consumo. Um restaurante de Londres, por exemplo, tem, no menu, uma salada de grilos e gafanhotos que custa o equivalente a R$ 20. O dono afirma que 90% dos clientes pedem a iguaria.

O preconceito ainda atrapalha. Afinal, para nós ocidentais, essa não é uma daquelas comidas que a gente pode dizer que come com os olhos. O repórter Marcos Losekann confessa que não foi fácil encarar o almoço gentilmente preparado por alunos da escola de hotelaria da Universidade de Wageningen, a 100 quilômetros de Amsterdam.

Primeiro, chega uma entrada de grilos ao alho e óleo E como manda a boa educação, não dá para recusar. Depois, o garçom traz pasteis de larvas de borboletas. Por fim, uma sobremesa de larvas de besouros com mel e outros ingredientes.

É tudo uma questão de costume, de tempo. Quem garante é o professor Arnold Van Huis, especialista em insetos. Ele é autor de um polêmico estudo sobre a dieta a base de insetos publicado na revista “The Scientist”, uma das mais renomadas publicações científicas do mundo. Segundo o professor Huis, os ocidentais deveriam adotar o cardápio tão popular na culinária asiática como fonte alternativa de proteína. “É um substituto da carne de boi”, diz o professor.

Para o cientista, os insetos poderiam inclusive ajudar a resolver a crise mundial de alimentos. Enquanto um boi, por exemplo, necessita de 10 quilos de comida para cada quilo de carne que produz, os insetos geram a mesma quantidade de proteína comendo sete vezes menos.

Mas e o preço? Hoje, um quilo de insetos não sai por menos de R$ 40. O professor Huis garante que quanto mais produtores investirem na criação de insetos, mais baixo será o custo. “Nos países tropicais, os insetos existem aos montes, sem investimento algum. O próprio Brasil poderia ser um grande exportador de insetos”, sugere o professor.

A idéia foi lançada. Estão servidos?

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