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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Fóssil de criatura estranha é encontrada por paleontólogos do Marrocos

Um grupo de paleontólogos encontrou o fóssil de um predador marinho que teria vivido entre 488 milhões e 472 milhões de anos atrás.

A criatura _ Anomalocaris_ provavelmente usava os membros da frente, que tinham o formato de duas garras encurvadas, para capturar alimentos.

Ela também possuía o corpo segmentado e filamentos que devem ter servido como guelras na respiração.

A descoberta, feita por uma equipe de Marrocos liderada por Peter van Roy e Derek Briggs, leva os pesquisadores a acreditarem que animais marinhos do período Cambriano seriam maiores e sobreviveriam mais do que se pensava antes.

A pesquisa será publicada na edição de 26 de maio da "Nature" neste mês.

Eurekalert!/France Presse
Ilustração artística de criatura marinha; fósseis indicam que corpo segmentado deve ter ajudado-a a respirar.

folha

quinta-feira, 24 de março de 2011

Fóssil de herbívoro com dentes de sabre é achado no RS

O fóssil de um estranho herbívoro que viveu há 260 milhões de anos foi encontrado no Sul do Brasil por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal do Piauí (UFPI) e da sul-africana University of the Witwatersrand. Apesar de se alimentar de plantas, o animal tinha dentes caninos de sabre, até então só encontrados em carnívoros, e dentes molares no céu da boca, algo nunca observado no reino animal. Com isso, a espécie conseguia mastigar, habilidade que os paleontólogos acreditavam ter aparecido apenas 40 milhões de anos mais tarde. A descoberta será publicada sexta-feira (25) no periódico americano Science.


Ilustração mostra como seria o Tiarajudens eccentricus. Segundo os paleontólogos que fizeram a descoberta, ele teria o tamanho de uma capivara (Juan Carlos Cisneros/Divulgação)


Tantas características estranhas renderam ao animal o nome de Tiarajudens eccentricus, que significa "Dentes excêntricos de Tiaraju". Tiaraju é o nome do distrito de São Gabriel, Rio Grande do Sul, onde o fóssil foi encontrado, em março de 2009 - um crânio esmagado, dentes e partes do corpo. O material foi levado ao laboratório da UFRGS, analisado e depois comparado a outro fóssil descoberto em 2000 na África, após o que os pesquisadores tiveram certeza de que o Tiarajudens era um parente distante dos mamíferos.

Esquisito - Tiarajudens pertence ao grupo dos anomodontes, animais herbívoros da ordem dos terapsídeos, que deram origem tanto a répteis quanto mamíferos. Viveu há 260 milhões de anos, no período Permiano (entre 299 e 251 milhões de anos atrás), muito antes dos dinossauros. Era do tamanho de uma capivara e não vivia em grupos. Alimentava-se de plantas e era territorial. O paleontólogo Juan Carlos Cisneros, um dos descobridores do fóssil, acredita que o animal usava os dentes de sabre para intimidar predadores ou rivais da mesma espécie. "É uma característica que encontramos em herbívoros modernos, como o hipopótamo", diz.

Fóssil: estes foram os ossos encontrados em Tiaraju,
distrito da cidade de São Gabriel, no Rio Grande do Sul
O animal também conseguia mastigar, o que é sugerido pelo fato de que os dentes da mandíbula se encaixavam perfeitamente com os do maxilar. "Imaginávamos que essa vantagem evolutiva só havia se manifestado há 220 milhões de anos", explica Cisneros. Isso permitiu que a espécie pudesse comer alimentos abundantes na época, como plantas fibrosas difíceis de engolir.

Para mastigar, o Tiarajudens contava com dentes molares que não contornam o osso da mandíbula, como nos outros animais. Eles eram ligados a outro osso, no céu da boca. Cisneros não sabe dizer se isso representava uma vantagem ou desvantagem evolutiva. Muitas vezes, explica, a natureza tem duas "respostas" para o mesmo problema. "É como o golfinho e o tubarão: têm características que os tornam excelentes nadadores, mas por dentro são completamente diferentes."

Os pesquisadores conseguiram estimar o tamanho do animal com base nos vestígios das patas e outras partes do corpo que também foram encontradas. Contudo, decidiram publicar um artigo descrevendo apenas a cabeça. A análise do restante do corpo, explicam, levará mais um ano e será descrita em outros artigos. [VEJA]

ERAS GEOLÓGICAS DO PLANETA TERRA


Era Arqueozóica

Período: 3,8 bilhões a 2,5 bilhões de anos atrás

- No começo desta era, o planeta Terra era até 3 vezes mais quente do que hoje.
- Começam a aparecer as primeiras células (organismos unicelulares).
- A Terra é constantemente atingida por meteoros.
- Milhares de vulcões estavam em atividade

Era Proterozóica

Período: de 2,5 bilhões a 540 milhões de anos atrás

- Por volta de 2 bilhões de anos atrás começa a se formar a camada de ozônio, gerando uma camada protetora contra os raios solares. Este fato favoreceu o surgimento de formas de vida mais complexas (organismos multicelulares).
- Formação dos continentes.
- Ocorre o acúmulo de oxigênio na litosfera.

Era Paleozóica

Período: de 540 milhões de anos a 250 milhões de anos atrás.

- Começam a surgir nos mares os primeiros animais vertebrados, são peixes bem primitivos.
- Por volta de 350 milhões de anos atrás, os peixes começam, durante um longo processo, a sair da água. Começou, desta forma, surgirem os primeiros animais anfíbios.
- Os trilobitas foram os animais típicos desta era.
- Nesta era os continentes estavam juntos, formando a Pangéia;
- O planeta começa a ser tomado por muitas espécies de plantas primitivas;
- No final desta fase começam a surgir diversas espécies de répteis que deram origem aos dinossauros;
- Milhares de espécies de insetos surgem nesta era.

Era Mesozóica

Período: 250 milhões de anos a 65,5 milhões de anos atrás
 Na escala de tempo geológico, o Jurássico é o período da era Mesozóica

- Nesta era as plantas começam a desenvolver flores;
- Os dinossauros dominam o planeta;
- Por volta de 200 milhões de anos atrás surgem os animais mamíferos;

Era Cenozóica
Durante os 65 milhões de anos da Era Cenozóica ou Idade dos Mamíferos que o mundo assumiu 
sua forma moderna.  Invertebrados, peixes, répteis eram essencialmente modernos, mas mamíferos,
 pássaros, protozoários e ainda plantas com flores evoluíram e se desenvolveram durante este período. 

Período: 65,5 milhões de anos atrás até o presente.

- Formação de cadeias montanhosas;
- No começo desta era, há 65 milhões de anos, ocorre a extinção dos dinossauros.
- Grande desenvolvimento das espécies de animais mamíferos, que se tornam maiores, mais complexos e diversificados
- Após o término da deriva continental (migração dos continentes), o planeta assume o formato atual;
- Por volta de 3,9 milhões de anos atrás surge, no continente africano, o Australopithecus (espécie de hominídeo já extinta);
- Surgimento do homo sapiens por volta de 130 mil a 200 mil anos atrás.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Família neandertal canibalizada é encontrada em caverna na Espanha

Arqueólogos descobriram os restos de uma possível família de 12 neandertais que foram mortos há 49 mil anos numa caverna da região de Astúrias, no norte da Espanha.
Fragmentos de ossos foram encontrados em caverna das Astúrias

Segundo os pesquisadores, marcas nos ossos mostram sinais de atividade canibal, indicando que os indivíduos encontrados foram comidos por outros neandertais.

Detalhes da descoberta foram publicados na última edição da revista especializada Proceedings of the National Academy of Sciences.

Apesar de os fragmentos de ossos de seis adultos e seis crianças terem sido encontrados dentro da caverna, os arqueólogos acreditam que eles viviam e foram mortos na superfície, mas que teriam sido envolvidos pela caverna após um desabamento.

“Todos eles mostram sinais de canibalismo. Eles têm marcas de cortes em vários ossos, incluindo os crânios e as mandíbulas”, disse o arqueólogo Carles Lalueza-Fox, do Instituto de Biologia Evolucionária de Barcelona, que coordenou o estudo.

“Os ossos longos foram fragmentados para tirar o tutano, então todos os sinais de canibalismo que foram descritos em outros locais de neandertais estão presentes nesses indivíduos”, afirmou.

Família

A conclusão de que o grupo era uma família vem da análise do DNA mitocondrial, o material genético encontrado nas células animais passado pela linhagem feminina.

Os dados genéticos sugerem que enquanto os três adultos do sexo masculino no grupo tinham a mesma linhagem materna, as três mulheres do grupo tinham origens maternas diferentes.

Segundo os pesquisadores, isso mostraria que pelo menos nesta família de neandertais, as mulheres vieram de fora do grupo, enquanto que os homens permaneceram no grupo familiar ao chegar à idade adulta.

Esse modelo do que é chamado “patrilocalidade” é comumente visto em algumas culturas modernas, observa Lalueza-Fox, com os homens permanecendo na casa da família após o casamento com uma mulher de outro grupo.

Fonte: BBC Brasil