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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Enfermeira flagrada em vídeo espancando cachorro é 'boa pessoa', dizem vizinhos

Enfermeira é 'boa pessoa', dizem vizinhos


Vizinhos descrevem suspeita de matar cão como 'supertranquila'
Vídeo mostra mulher maltratando animal; polícia diz que cão morreu.
'Às vezes ela não matou o cachorro por querer', afirmou uma vizinha.

Vizinhos da mulher suspeita de espancar e matar um cachorro da raça yorkshire a descrevem como “calma”, “boa pessoa” e “supertranquila”.

A reportagem esteve duas vezes nesta sexta-feira (16) no edifício onde a suspeita mora, no começo da manhã e no início da tarde, mas o apartamento dela estava fechado e ninguém atendeu ao interfone.

A reportagem tentou falar com moradores de todos os outros cinco apartamentos do prédio de dois andares onde mora a mulher – dois falaram com a  reportagem, um não quis dar declarações e outros dois não atenderam o interfone.

Moradora do mesmo andar da mulher, Annelise Maschke afirmou que mudou para o prédio no mesmo dia que a suspeita de maltratar e matar o cão, em junho passado.

“Ela é minha vizinha de porta. É uma pessoa supertranquila, muito calma. A filha dela parece ser feliz, uma menina que brinca e conversa bastante. Nunca ouvi nada e nem sabia que ela tinha cachorro. Ela nunca falou sobre isso”, disse.

Ela é minha vizinha de porta. É uma pessoa supertranquila, muito calma. A filha dela parece ser feliz, uma menina que brinca e conversa bastante. Nunca ouvi nada e nem sabia que ela tinha cachorro. Ela nunca falou sobre isso"

Annelise Maschke, vizinha da mulher suspeita de matar cachorro em Formosa

Uma mulher que mora do outro lado da rua, que não quis se identificar, afirmou que a suspeita é “boa pessoa” e que mantinha uma relação cordial com ela. Ela disse achar que o caso tenha sido um mal-entendido. “Às vezes ela não matou o cachorro por querer”, afirmou.

Um vizinho que mora no mesmo prédio da suspeita, no entanto, disse que já tinha ouvido barulho do cachorro chorando. Ele não quis se identificar e falou com a reportagem pelo interfone do prédio.

O marido da suspeita, um médico que trabalha em posto de saúde da cidade, também não foi encontrado em seu local de trabalho. Funcionários que estiveram com ele pela manhã informaram que o médico estava “nervoso”.

Vídeo de mulher agredindo cão é investigado pela polícia em GO

“Tinha visto o vídeo na internet ontem [quinta-feira], não sabia que era a mulher dele. Agora, faz sentido o jeito que ele estava hoje pela manhã”, comentou uma funcionária do posto de saúde.

O médico deixou o plantão por volta das 10h e suspendeu as consultas agendadas para a tarde, segundo a funcionária de outro posto.
Prédio em Formosa onde mora suspeita de agredir
e matar cachorro (Foto: Rafaela Céo/G1)
Ministério Público
A agressão ao animal foi filmada e o vídeo, divulgado no YouTube. Nas imagens, a mulher agride o cão na frente de uma criança. O animal chega a ser arremessado para o alto e preso dentro de um balde. Segundo a polícia, o cão morreu.


O Ministério Público de Goiás informou ao G1 que só deve decidir se oferece denúncia contra a mulher após a conclusão do inquérito policial. Dependendo do resultado da investigação, o MP pode pedir novas diligências.

O delegado que investiga o caso, Carlos Firmino Dantas, disse que a pena prevista por maus-tratos pode chegar a até dois anos, caso a mulher seja processada e condenada. Como as agressões ocorreram em frente a uma criança, ele disse que a mulher pode ainda ser denunciada com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Saiba Mais:
Vídeo de mulher agredindo cão na frente do filho é investigado pela polícia

Rafaela Céo
Do G1 DF

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Motorista que foi espancado e morto será enterrado nesta terça em SP

 Motorista que foi espancado e morto será enterrado nesta terça em SP
Motoristas e cobradores paralisaram duas linhas de ônibus da Via Sul.
Polícia Civil busca câmeras que tenham registrado o espancamento.

O motorista morto após ter um mal súbido, bater em carros e motos e ser espancado na Zona Leste de São Paulo, na noite de domingo (27), será enterrado nesta terça-feira (29), no Cemitério da Vila Alpina, também na Zona Leste.


Motoristas e cobradores de duas linhas Via Sul (linha 314J/10 – Pq. Santa Madalena - Metrô Liberdade e linha 4222/10 – Pq. Santa Madalena – Pça. João Mendes) paralisaram as atividades nesta terça para participar do enterro do colega Edimílson dos Reis Alves, de 59 anos, previsto para as 9h. A SPTrans acionou o Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência (Paese) às 3h30 para atender as linhas. Estes trechos estavam sendo operados por 15 ônibus da empresa Novo Horizonte.


A Polícia Civil busca câmeras que tenham registrado o espancamento de Alves. Segundo o delegado Antonio José Pereira, os vídeos podem ajudar a identificar os responsáveis pela agressão ao motorista. Ele morreu a caminho do hospital. Ninguém foi preso.


Após colidir em três carros e em três motos, uma passageira puxou o freio de mão, o que fez com que o veículo parasse. Uma cobradora, que não quis ter o nome divulgado, voltava pra casa de carona no ônibus. Ela disse que o motorista passou mal ao sair de um ponto.“Quando ele não fechou a porta, eu já achei estranho, porque ele não é de andar de porta aberta. Mas aí quando eu vi que ele não desviou do carro, falei: ‘Ele está passando mal’. Aí foi que eu comecei a gritar para o cobrador também me ajudar porque ele não estava bem.”



Além de atingir os outros veículos, o ônibus atropelou um rapaz de 26 anos. Ele teve fratura exposta do dedo do pé e se recupera de uma cirurgia no Hospital Geral de São Mateus. Alguns carros amassados pertencem às pessoas que participavam do baile funk. Segundo a polícia, os frequentadores da festa acharam que se tratava de mais um caso de embriaguez ao volante e partiram para a agressão.


“Eles começaram a entrar no ônibus e a quebrar tudo. Tacaram pedra. De tudo quanto era lugar vinha pedra. Tamanha brutalidade. Puxaram ele pela janela do ônibus, saíram arrastando ele”, disse a cobradora. Ainda não se sabe se Edimílson morreu pelo mal súbito ou pela agressão.


“Isso não é jeito do ser humano tratar o outro. A gente quer ver os culpados na cadeia. simplesmente é isso. Não foi todo mundo valente? Cadê agora as pessoas?”, disse, indignada, Eunicie dos Santos, prima do motorista. Edmilson trabalhava havia mais de 20 anos e completaria na terça-feira (29) 60 anos de idade.



'Covardia é pouco', diz mulher de motorista de ônibus morto em SP
Condutor foi agredido após ter mal súbito e bater em veículos.
Suspeitos o arrancaram do veículo; ninguém foi preso.
Segundo mulher do motorista, ele completaria 60 anos nesta terça-feira (Foto: Juliana Cardilli/G1)

A família do motorista de ônibus morto na noite deste domingo (27) após perder o controle e bater em outros seis veículos na região de Sapopemba, Zona Leste de São Paulo, classificou como covardia a ação das cerca de 300 pessoas que estavam em um baile funk próximo ao acidente e invadiram o veículo para agredi-lo. Segundo testemunhas, Edimílson dos Reis Alves, de 59 anos, teve um mal súbito, causando a perda do controle do veículo. A polícia aguarda o laudo do Instituto Médio-Legal (IML) para saber o que causou a morte do motorista - se foi o mal súbito ou se foram as agressões sofridas.

“Covardia é pouco para descrever o que fizeram com ele, não têm palavras. Você ama alguém de verdade, eu demorei para casar e termina assim”, afirmou a mulher dele, Digeane da Silva Alves, de 35 anos. Os dois estavam juntos havia cerca de dois anos e se casaram em janeiro. Nesta terça-feira (29), o motorista completaria 60 anos.

O acidente aconteceu por volta das 23h30 na Rua Florêncio Rielli Torres. Segundo o boletim de ocorrência, o motorista perdeu o controle, bateu em três carros e três motos e atropelou um jovem de 26 anos. A vítima, Fábio Bento do Prado, foi levada para o Hospital Geral de São Mateus, onde permanecia internada na manhã desta segunda (28). De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, ele passou por uma cirurgia no pé por causa de uma fratura no dedão. O jovem passava bem, mas não havia previsão de alta.
Após o acidente, pessoas que estavam em um baile funk na rua, próximo ao local da colisão começaram a apedrejar o ônibus, entraram no veículo e arrancaram o motorista, que passou a ser agredido.
Adriano é um dos quatro filhos de Edimílson
(Foto: Juliana Cardilli/G1)


“Mataram o meu pai em serviço, não deram oportunidade para ele se explicar, não socorreram ele. Só lincharam ele, igual um saco de lixo. Nem em um cachorro sarnento a gente faz isso. Jogaram ele na rua, bateram extintor na cabeça dele, como se ele fosse um lixo. Acharam que ele estava fugindo, mas não foi isso”, disse Adriano Massarotto Alves, de 33 anos, um dos quatro filhos de Edimílson.

“Para mim daria para ter socorrido. Ele estava vivo, pegaram ele, arrancaram ele do volante. Tinha uma cobradora que estava como passageira na hora, ela viu, falou que ele endureceu o braço e as pernas e não parou. Ela puxou o freio de mão, mas não parou totalmente”, disse o filho da vítima.

Segundo a família, o motorista não apresentava problemas de saúde, fez um check-up e renovou a carteira de motorista recentemente. “Ele não bebia, não fumava, tem 17 anos que ele parou de beber”, afirmou Adriano. “Era uma pessoa saudável, se alimentava direito, não tinha nada. Eu tenho mais problemas do que ele”, disse a mulher do motorista.

Digeane havia acompanhado o motorista no trajeto de ônibus até momentos antes do acidente. “Ele estava normal, estava bem. Eu costumo fazer a última viagem com ele de fim de semana. Ele me liga, eu levo a janta, dou uma volta com ele e a gente vem embora. Ontem eu desci antes porque tinha médico hoje cedo”, contou.

“Mal acabei de chegar aqui surgiu um comentário na vizinhança que tinham massacrado um motorista na pracinha. Eu entrei, liguei para ele, e ele não atendia mais o celular. E entrei em desespero, pressenti que era ele. Um tempinho depois o resgate atendeu. Falaram para eu ir no hospital com os documentos dele e não falaram como ele estava. Aí acabou tudo para mim.”

Os locais e horários do velório e do enterro não tinham sido definidos até o começo da tarde desta segunda. Os responsáveis pela agressão fugiram antes da chegada da polícia. Ninguém tinha sido preso até o início desta tarde.



Do G1 SP

sábado, 21 de maio de 2011

Viciado em crack espanca universitária em Vitória

De classe média e viciado em crack, o jovem Josias Sabadini Júnior, 20 anos, foi preso depois de assaltar e espancar uma universitária, na noite de quinta-feira, na Avenida Francisco Eugênio Mussielo, em Jardim da Penha, em Vitória.

Josias Sabadini Júnior

A estudante desmaiou com os socos na cabeça e na boca, e ficou caída no chão por alguns minutos. Depois, ela foi socorrida e levada para o Hospital São Lucas, onde passou por uma tomografia, foi medicada e liberada. Vizinhos chegaram a acordar com os gritos de socorro da universitária e correram para ver o que acontecia.

Após o assalto, o suspeito tentou fugir com a bolsa da vítima, mas acabou perseguido por dois homens numa moto que se identificaram como policiais e exigiram que ele entregasse a bolsa. Josias acabou preso na frente da mãe dentro de casa.

Pedido de desculpas
No Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Vitória, ele foi autuado pelo delegado de plantão, Marcio Lucas de Oliveira, por roubo. O acusado, que mora no Bairro República, admitiu que tentou roubar a jovem para sustentar o vício do crack.

A psiquiatra e funcionária pública, Joana Sabadini, 52 anos, mãe do rapaz, também foi à delegacia após a prisão do filho e pediu desculpa à jovem assaltada. "Ela não tem culpa de nada e estava estudando. Infelizmente, toda a sociedade sofre com os viciados", disse a mãe de Josias.

Na delegacia, o rapaz revelou que só deu um soco no rosto da jovem porque ela reagiu ao assalto. Ele admitiu que usa crack todos os dias e informou estar sob o efeito da droga no momento do crime.

Essa foi a segunda vez que Josias foi preso. Na primeira, ele foi detido foi por ter agredido verbalmente a irmã durante uma briga de família, em dezembro do ano passado. O jovem contou que é usuário de crack há um ano e que tenta largar o vício, mas não consegue. A universitária não foi localizada para falar sobre o assalto.

Drama familiar

"Prefiro ver meu filho preso do que morto"

A mãe de Josias Sabadini Júnior, a psiquiatra e funcionária pública Joana Sabadini, 52 anos, contou que o filho usa drogas desde os 16 anos. Ele começou com a maconha, depois passou a usar cocaína e chegou ao crack. Ela alertou que toda a sociedade deve lutar contra o problema do aumento dos dependentes químicos. "Não quero defender meu filho, mas a causa. Todos os cidadãos comuns estão se tornando vítimas", desabafou.

A senhora sabia do vício dele?
Sim. Sempre soube e descobri que ele usava o crack quando as pequenas coisas começaram a desaparecer dentro de casa.

A senhora falou com ele?
Falei, mas ele negou. Primeiro, começou pegando os celulares, depois as botijas de gás, televisão, aparelho de DVD e até a lancheira do meu neto. Tem época que ele fica o dia todo na rua e fica andando com mendigos. Aí, eu vou atrás, levo ele pra casa para dar comida e dar um banho.

Ele já foi internado?
Essas clínicas mantidas por igrejas fazem um trabalho belíssimo, mas precisam se capacitar mais, o que é papel do governo. É preciso ter centros de tratamento especializado para dependentes químicos com psiquiatras, médicos, assistente social e outros profissionais.

O seu filho admite o vício em crack?
Sim. O mais desesperador é quando ele fala que quer ajuda. Mas não tenho como dar porque a internação numa clínica particular custa R$ 180,00, a diária. Uma vez ele falou ?mãe, é mais forte que eu, mas eu vou conseguir e um dia vou colocar tudo que eu peguei dentro de casa?.

A senhora já ficou com medo de receber a notícia da morte dele?
Sempre tive porque sei que só há dois caminhos: a prisão ou a morte. Mas prefiro vê-lo preso que morto.

Sesa possui 1.320 vagas para reabilitação
A Secretaria de Saúde (Sesa) informou que, atualmente, são oferecidas 1.320 vagas em Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e Centros de Tratamento ao Toxicômano (CTT). A Rede de Atenção está em expansão e ganhará mais 2.175 vagas para acolhimento e tratamento, por mês, de usuários de drogas. A Sesa informa que a porta de entrada para o tratamento de dependentes químicos é a unidade básica de saúde mais próxima da residência do paciente, Pronto-Atendimento Municipal ou um dos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas para orientação.

A Gazeta ( O melhor Jornal do ES)

sábado, 25 de setembro de 2010

Barbaridade. Bebê com 53 dias de vida é assassinado a chutes e socos no ES

Pai espanca bebê de 53 dias até a morte e enterra o corpo


Um crime deixou os moradores do município de Afonso Cláudio, na Região Serrana, chocados: o lavrador Josivan Martins dos Santos, 23 anos, matou o próprio filho, Cauã Martins da Silva, de apenas 53 dias, com vários socos e chutes. Ele confessou o assassinato, cometido durante uma briga com a mãe da criança, uma adolescente de 14 anos.

Josivan afirmou que ele e a mulher estavam discutindo quando o recém-nascido, assustado com o barulho, começou a chorar. Para fazer o bebê calar-se, Josivan disse que foi ao quarto e deu dois tapas na barriga de Cauã, que caiu da cama.

Nova agressão
O lavrador contou que pegou a criança e colocou-a sobre a cama novamente. No entanto, como o bebê não parava de chorar, ele iniciou a agressão. Alguns minutos depois de der dado socos e pontapés no menino, notou que Cauã estava pálido.

Josivan disse que, diante da cena, chamou a mulher, e ambos confirmaram que o menino não respirava. O lavrador ainda falou para a polícia que que tentou reanimar o bebê, fazendo respiração boca a boca, mas não adiantou.

A mãe da criança revelou que quando ela e o marido notaram que a criança havia morrido não pensaram em comunicar o fato à polícia. Resolveram enterrar o bebê na propriedade, onde viviam como colonos, na localidade conhecida como Arrependido, a 5km da sede.

A adolescente relatou que ela e o marido cavaram um buraco a aproximadamente 100 metros de distância da casa onde moravam. Depois de enrolarem o corpo do menino em um pano, colocaram-no em uma caixa de papelão e cobriram tudo com um saco de café. Só depois enterraram o corpo.

Suspeita
Desconfiado com o sumiço da criança, o dono da propriedade procurou os pais para saber do paradeiro do bebê. O casal teria informado que Cauã havia morrido em consequência de pneumonia. Mas, como não apresentaram qualquer documento que comprovasse essa versão, o patrão demitiu Josivan e a adolescente.

O casal, então, procurou refúgio na casa de um parente, no bairro São Vicente, também em Afonso Cláudio. Josivan e a mulher são de Alagoas e estavam no Estado havia pouco mais de dois meses.

Criança encontrada morta em lixão São mateus
Além do assassinato do bebê em Afonso Cláudio, um outro crime contra criança chocou os moradores da cidade de Pedro Canário, na Região Norte do Estado. O corpo de um bebê recém-nascido foi encontrado no lixão, na manhã de quinta-feira, por uma catadora de lixo.

Esmeralda Tavares encontrou a criança quando trabalhava no recolhimento de materiais recicláveis. O corpo estava dentro de um saco plástico preto. Inicialmente, ela pensou que fosse um filhote de cachorro morto, mas foi alertada pela filha de que se tratava de um menino.

Esmeralda disse que não dava para perceber se o bebê nasceu morto ou se foi assassinado. Mas destacou que ficou triste ao ver o corpo do recém-nascido.

"O bebê estava perfeito. Eu não quis almoçar e dormi mal de tão chateada que fiquei com isso. Por que não enterraram direitinho? Só pode ser porque mataram e tentaram se desfazer do corpo", frisou.

O bebê foi recolhido pela perícia e levado para o Departamento Médico Legal (DML) de Linhares. O delegado responsável pelo DPJ de Pedro Canário, Luiz Fernando Vaz Cunha, explicou que o caso será investigado, mas ainda não se sabe quando os laudos da perícia ficarão prontos.

Segundo ele, a polícia não descarta a hipótese de ter havido um aborto espontâneo e a mãe ter colocado o corpo no lixo por falta de instrução. O investigador que atendeu ao caso relatou que não tinha como saber se era um bebê ou um feto.

"Mas vamos investigar se o corpo foi levado até o lixão ou se chegou no caminhão. Se foi levado até lá, muita gente mora no entorno, m e alguém pode ter visto. Se veio do hospital, só temos um na cidade, e isso será investigado. De alguma forma vamos descobrir o que aconteceu", garantiu. (Sânnie Rocha)

A confissão foi feita por volta das 11h desta sexta-feira (24) na Delegacia de Polícia (DP) de Afonso Cláudio. Preso após ser denunciado pela mãe do menino, ele confirmou envolvimento no crime momentos após ser posto frente à frente com a companheira.
Na primeira versão dada à polícia, o acusado disse que o filho dormia em uma cama quando rolou de cima dela, caiu no chão e morreu. No depoimento em que confessa ter batido no bebê, Josimar revelou que discutia com a menor de idade na sala da casa onde viviam quando ouviu a criança chorar.
Irritado e enfurecido, ele foi até o quarto do casal e deu dois tapas na barriga do recém-nascido. Em decorrência da agressão, a vítima caiu da cama e teria "rachado a cabeça", conforme detalhou o próprio acusado.

Polícia descobriu crime após denúncia 

No mesmo dia em que Josivan Martins dos Santos, 23 anos e a mulher foram demitidos, um denunciante anônimo informou à polícia o que vinha acontecendo. Depois de investigar o paradeiro do casal, os policiais interrogaram a mãe da criança, e ela revelou o crime. Preso, Josivan confirmou tudo que havia sido dito pela companheira e levou os policiais até o local onde havia enterrado o menino. A adolescente disse ainda que, antes mesmo do nascimento do filho, foi agredida várias vezes pelo companheiro e, em consequência disso, teve um sangramento que levou a um parto prematuro. Josivan Martins dos Santos foi autuado por homicídio qualificado e, se condenado, pode pegar de 12 a 30 anos de prisão. (A GAZETA)