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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Clientes vão ao Procon desabafar sobre o vizinho, família e até falta de sexo


Queixas absurdas no Procon

Clientes vão ao Procon desabafar sobre o vizinho, família e até falta de sexo


Histórias inusitadas e até meio malucas. Isso e mais um pouco aparecem todos os dias nos Procons. Há gente que procura o órgão para falar mal do vizinho, para desabafar sobre a família e para reclamar do mau funcionamento de uma geladeira com mais de 10 anos de uso.

E sem qualquer timidez, algumas pessoas chegam a fazer revelações um tanto picantes. As queixas variam: vão de problemas como vibrador que não funciona à falta de sexo em casa. Das pessoas que vão aos institutos de proteção, 40% fazem reclamação sem qualquer ligação às questões de consumo.

Quando casos engraçados parecem ter atingido um limite, os Procons recebem "denúncias" ainda mais absurdas, como pedido de troca de um sapato que o cliente usou durante um mês ou de uma roupa velha que estragou.

O gerente do Procon de Vitória, Marcos Nati, diz que as reclamações pitorescas têm sido muito comuns. "Recentemente, atendemos um homem que estava revoltado por não conseguir abrir uma garrafa de refrigerante. Ele  levou uma chave de grifo ao Procon para mostrar que era impossível tirar a tampa", conta.

No Procon de Cariacica, um caso que chamou a atenção foi de um homem que comprou um guarda-roupa para a esposa. "Na hora da entrega, a mulher viu que o endereço do pedido era diferente do seu. Ela investigou e descobriu que o marido tinha uma amante. O consumidor então procurou o Procon querendo que a loja pagasse uma indenização por danos morais", explica o diretor do órgão, José Carlos Coutinho.

A coordenadora de Atendimento do Procon Estadual, Andressa Petronetto, afirma que algumas reclamações são casos de polícia, como a de um universitário que comprou uma monografia e foi ao órgão pedir ajuda para reaver o dinheiro, já que havia ficado reprovado.

Segundo Andressa, muitos desses que procuram os institutos estão em busca de atenção. "Como não existe nenhum órgão para atender, nós, então, orientamos o cidadão sobre como resolver qualquer problema".

"Muita gente não sabe o que é o Procon. Por isso, temos paciência em orientar e em ajudar sempre".
José Carlos Coutinho, Procon de Cariacica.

"Recebemos demandas como brigas de famílias, de vizinhos e até relacionadas a heranças". Andressa Petronetto, Procon Estadual.

Casos curiosos: até Sílvio Santos está na mira

Cheque: Consumidor vai ao Procon  para  "assustar" o cheque.

Eletrônicos: Loja muito denunciada  é a "Ricardo Elétrico".

Sem agrião:
 Um senhor denunciou que um restaurante fez uma rabada sem agrião.

Monografia:
 Ao ser reprovado por plágio, um estudante queria reaver o que pagou pela monografia.

Hacker: Um consumidor foi ao Procon porque tomou calote ao se inscrever num curso para ser hacker.

Grávida: Uma consumidora procurou ajuda do Procon porque sua cachorrinha voltou grávida depois de ficar um dia no petshop.

Mega Sena:
 Apostador reclamou que jogou na Mega Sena por 20 anos e nunca ganhou.

Dentadura: Uma senhora mostrou à atendente  que a dentadura estava mal feita.

Sílvio Santos: Um consumidor se queixou do Silvio Santos porque sempre pagou em dia as cadernetas do Baú e nunca ganhou nenhum prêmio.

Calcinha furada:
 Consumidora reclamou de calcinha velha que furou

Cortesia:
 Uma consumidora ganhou duas diárias para o motel, mas, ao usar o brinde, ficou sabendo que a promoção tinha passado da validade. O caso foi parar na Justiça.

Sem sexo: Um homem foi ao Procon porque a mulher  não tinha relações sexuais com ele há três meses.

Cafezinho:
 Uma senhora vai ao Procon duas vezes na semana para tomar café e conversar.

Mikaella Campos
 gazeta online

domingo, 18 de julho de 2010

Telefonia Celular. Veja o que vai acontecer para aliviar o seu bolso

Veja o que vai acontecer para aliviar o seu bolso

O QUE JÁ MUDOU

Troca de aparelho com vício. O Ministério da Justiça e os Procons passaram a considerar a telefonia celular como serviço essencial. Isso garante ao consumidor a troca ou a devolução do dinheiro em caso de aparelho com defeito de fabricação. Se o celular ainda estiver na garantia, o consumidor deve levar o produto na loja onde comprou, junto com a nota fiscal. O estabelecimento é obrigado a realizar a troca de imediato. O consumidor deverá denunciar as lojas que se recusarem a realizar a troca ou a devolução do dinheiro nos Procons.

Redução dos problemas. Em abril, a Tim, a Vivo e a Claro apresentaram – ao Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça – metas para redução das queixas do consumidor. As empresas prometeram melhorar os serviços e atender o consumidor com mais agilidade pelo call center.

Desbloqueio de celular sem multa. Desde março, a Anatel já permite o consumidor desloquear o celular sem precisar pagar multa de fidelização. A operadora tem a obrigação de desbloquear mesmo que o aparelho tenha sido dado ou subsidiado pela empresa. Quem não conseguir também deve denunciar o abuso ao Procon e Anatel.

AS MUDANÇAS QUE ESTÃO POR VIR

Fidelização. O Senado estuda acabar com a imposição de prazos de fidelização nos contratos de prestação do serviço de telefonia móvel. O relator do projeto Cícero Lucena acredita que as empresas precisam ser estimuladas a oferecer serviços com qualidade, a preços adequados para manter o cliente. Colocar punição é uma forma abusiva. Hoje, os contratos de fidelização podem ser rompidos, sem cobrança de multa, quando o consumidor é lesado pela operadora e quando o serviço é de má qualidade.

Ranking das tarifas. A Anatel deve divulgar o ranking das tarifas cobradas pelas operadoras de celular. O projeto vai permitir o consumidor comparar os preços praticados e escolher a empresa que mais se adapta ao seu perfil. A intenção é promover a concorrência.

Ligação mais barata entre operadoras. Hoje, ao ligar para uma operadora diferente da sua, o consumidor paga mais caro. Na verdade, isso ocorre por causa do valor de uso da rede móvel (VUM). A tarifa é um tipo de ‘pedágio’ cobrado pelas operadoras para completar chamadas dentro da sua rede. Neste ano ainda, a Anatel determinará o valor de referência da tarifa de interconexão em rede móvel.

Qualidade do serviço móvel. A Anatel iniciou uma consulta pública para verificar se a telefonia móvel precisa melhorar a qualidade. A ideia é identificar as reclamações e a partir disso adotar o Índice de Desempenho no Atendimento (IDA). A intenção é verificar, além do serviços de voz e SMS, a qualidade também do 3G. Informações: www.anatel.gov.br.

Recarga com validade maior. O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça tem tentado negociar com as operadoras a extensão da validade dos créditos para os telefones pré-pagos. Hoje, as recargas devem ser usadas entre 90 e 180 dias e o consumidor é obrigado a fazer a compra de um novo cartão para continuar com o serviço. O Ministério da Justiça quer acabar com isso. O órgão acredita que o consumidor tem o direito de usar seus “créditos” quando preferir.

Cartão único e sem limite. A Anatel pretende criar um cartão único para que o consumidor possa usar em um telefone de qualquer operadora. Com esse cartão, o consumidor não teria a necessidade de recarregar uma linha em específico. Na verdade, o serviço será parecido com o cartão de orelhão. No caso, a pessoa teria o direito de usar o cartão em qualquer aparelho. A validade do produto será ilimitada.

Limite maior para ligação local. Anatel pode permitir que municípios de uma mesma região realizem chamadas telefônicas a custo de ligação local.

Fonte: Jornal "A Gazeta"