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sábado, 8 de dezembro de 2012

Atacante do Cruzeiro atropelou dois ciclistas em Salvador. Um deles morreu e o outro ficou ferido


Anselmo Ramon atropela um e mata ciclista na Grande Salvador
Atacante do Cruzeiro dirigia um Chrysler entre as cidades de Camaçari e Dias D'Ávila na manhã deste sábado

Anselmo Ramon se envolve em acidente na BA
Um ciclista morreu e outro ficou ferido na manhã deste sábado após serem atropelados por um veículo Chrysler 300 C. O acidente ocorreu na rodovia A10, trecho via de ligação entre os municípios de Camaçari e Dias D'Ávila, região metropolitana de Salvador. O carro era dirigido pelo atacante do Cruzeiro Anselmo Ramon.

De acordo com a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), o veículo se chocou contra uma árvore e atingiu os ciclistas que estavam próximos ao local. O acidente aconteceu por volta das 9h30m. Às 12h40, a PRE informou que o corpo do ciclista morto ainda estava no local do acidente, bem como o veículo envolvido no atropelamento, aguardado perícia da polícia técnica.

O motorista do carro e o ciclista ferido foram socorridos por uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e encaminhados para o Hospital Geral de Camaçari. Segundo a PRE, ambos estavam lúcidos. Não há detalhes sobre as circunstâncias do acidente.

Segundo dados da Polícia Rodoviária Estadual, Anselmo Ramon estava sozinho no veículo. Uma das vítimas morreu no local em decorrência do impacto. O outro homem atingido pelo veiculo foi socorrido por uma ambulância do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) levado para o Hospital Geral de Camaçari, onde permanece internado.

Anselmo Ramon passa férias em Dias D'Ávila, cidade onde nasceu. O jogador também ficou ferido e foi encaminhado para o Hospital Clínica Médica Humana, em Candeias. Ele deixou o veículo lúcido e não tinha sinais de embriaguez. A suspeita é de que o atacante, que não teve o estado de saúde revelado, dormiu ao volante.
O acidente atraiu a atenção de curiosos (Foto: Everaldo LIns / Divulgação)

A assessoria de imprensa do Cruzeiro, procurada, informa que o clube não irá se pronunciar sobre o caso, já que se trata de um problema particular do jogador. O clube concederá ao jogador algum tipo de apoio ou assessoria jurídica se for solicitado.
Carro tinha placa de Belo Horizonte (Foto: Everaldo Lins/Arquivo pessoal)

domingo, 17 de abril de 2011

Atropelador de 17 ciclista em Porto Alegre dá suas versões no Fantástico. Veja

O atropelador foi solto há nove dias e espera o julgamento em liberdade. Nesta sexta (15), ele se defendeu em entrevista ao repórter Valmir Salaro. O Fantástico também ouviu a versão das vítimas do atropelador.

'Agi de forma instintiva', diz motorista que atropelou ciclistas no RS

Há dois meses, o motorista Ricardo José Neis, de 47 anos, atropelou um grupo de ciclistas em Porto Alegre e deixou 17 feridos. Em entrevista ao Fantástico, ele tentou explicar o motivo de seus atos.


“Eu nunca tive a intenção de provocar a morte dessas pessoas. Eu nem conhecia ‘eles’, não teria nenhuma razão para matá-los”, afirmou. “Eu só pensei que, se eu parasse, eu seria linchado. Minha única alternativa era sair dali”, disse.

Orientado pelos dois advogados, que acompanharam a gravação, Ricardo Neis manteve sempre a mesma versão. “Naquele momento, naquela situação, eu estava sendo agredido, eu entrei em pânico”, afirmou
O homem que atacou o grupo de ciclistas com o próprio carro conseguiu na Justiça, há dez dias, o direito de responder ao processo em liberdade. “Naquele dia, eu estava indo levar meu filho na casa da mãe dele. Ele tinha passado a noite toda comigo, e era sexta-feira. Ele ia passar o fim de semana com ela”, disse.

No caminho, Ricardo deu de frente com os ciclistas do Movimento Massa Crítica. São homens e mulheres que se reúnem uma vez por mês para defender o uso da bicicleta como meio de transporte.

Naquela noite de 27 de fevereiro, o grupo, com cerca de 150 ciclistas, percorreu um trajeto pelo Centro de Porto Alegre. Eram 19h. Ricardo e os ciclistas se encontraram em um ponto e, segundo o motorista, o grupo impediu sua passagem.

“Fecharam o trânsito e tomaram conta da rua ali. Eu parei o carro, alguns deles se atiraram para cima do capô, outros deram alguns socos. Eu fiquei bastante nervoso, e meu filho também. Então, eu procurei apaziguar. Baixei o vidro, disse para eles que não precisavam fazer daquela maneira, porque havia lugar para todo mundo na via”, afirma Neis.

Um quarteirão dali, Ricardo afirma que os ciclistas abriram passagem. A situação, que parecia resolvida, se complicou. “Quando eu ultrapassei, eu vi que eles se enfureceram. Então, nesse momento, eles realmente começaram a agredir o carro. Quebraram o espelho, deram várias batidas mais fortes. Aí, então, meu guri estava em pânico, eu fiquei em pânico também e procurei fugir”, disse.

Às 19h10, Ricardo saiu em disparada. Imagens mostram o momento em que ele acelera e joga o carro em cima dos jovens. “Mas o senhor não poderia ter pego à direita ou uma outra rua e evitado esse atropelamento?”, pergunta o repórter. “Se soubesse que iria haver uma agressão pior, poderia ter feito isso antes”, respondeu Ricardo Neis.

Depois de atropelar um grupo de ciclistas em uma rua na região central de Porto Alegre, Ricardo fugiu sem prestar socorro às vítimas. Foi preso e denunciado por 17 tentativas de homicídio. Chegou a ficar quase um mês na cadeia.

“Eu agi de forma instintiva, a minha intenção era sair dali. Eu estava em pânico, eu estava com medo. Se eu pudesse prever o que aconteceria, se eu pudesse prever a agressão, mas eu teria que ter uma bola de cristal”, disse Neis.

“Não era melhor o senhor parar o carro e pedir ajuda a um policial ou tentar desviar?”, pergunta o repórter “Como? Não haveria tempo, não haveria. Eu agi por impulso. Não agi por vingança, de maneira nenhuma. Agi por instinto de fuga. Você há de convir comigo que você não pode ter uma manifestação, uma passeata, no meio do trânsito”, justifica Neis.

Os ciclistas Marcos, Suryan e Ricardo estavam no grupo que pedalava naquela noite. Eles contestam a versão do atropelador e dizem que não foram eles que começaram a confusão.

“Naquele evento, não tinha nenhuma pessoa tomando atitudes agressivas. As pessoas ficaram até em volta do carro para tentar parar ele, porque ele estava, de fato, acelerando, dando aquelas pequenas aceleradas para passar”, conta o ciclista Suryan Cury.

“Ninguém quebrou o carro dele, ninguém! Bateram na janela: ‘Calma aí, vamos conversar’, e ele não se mostrou nem um pouco aberto ao diálogo”, comenta Marcos Rodrigues, uma das vítimas. “Ele é um exemplo de muitos motoristas que estão por aí descontrolados”, aponta Ricardo Ambus, outra vítima do atropelamento.

O ciclista Marcos Rodrigues aparece nas imagens no momento em que o motorista avança sobre o grupo. “Eu comecei a ouvir um barulho de batidas, e foi aí que eu olhei para trás e vi gente voando por cima do carro. Aí eu pensei: ‘Bom, eu tenho que sair daqui’. Só que eu acordei no chão”, disse.

“Graças a Deus que foram lesões leves e danos materiais. Graças a Deus. Não estou nem preocupado com meu carro. Graças a Deus que não aconteceu nada pior”, disse o motorista.

Segundo o Ministério Público, Ricardo Neis tem um histórico de infrações no trânsito. São cinco multas. Entre elas, por dirigir na calçada e ultrapassar na contramão. Na vida pessoal, Ricardo foi acusado de tentar agredir a ex-namorada com uma machadinha e um facão, dentro do carro, em junho do ano passado.

O promotor Eugênio Paes Amorim acredita que um homem com o perfil de Ricardo não deveria estar em liberdade. “Ele sabe que está com um carro altamente potente, com motor potente, atuando contra ciclistas, veículos mais fracos e mais expostos. Ele tinha plena ciência de que, com aquela ação, ele podia matar as pessoas”, afirmou.

“O senhor sente algum remorso?”, pergunta o repórter a Ricardo Neis. “Claro que eu pensei muito nisso. Claro que isso que você está colocando, eu me pergunto muito: ‘Será que eu avaliei certo aquele momento?’. Eu realmente penso isso”, disse o motorista.


O motoristas Ricardo José Neis, acusado de atropelar um grupo de ciclistas em Porto Alegre na última sexta-feira, possui três processos por ameaça e agressão física, além de multas de trânsito por excesso de velocidade, trânsito na calçada, na contramão, em marcha ré e por conversão proibida.


G1

sábado, 16 de abril de 2011

Ricardo Neis, atropelador dos ciclistas está solto. MP pretende recorrer da decisão

O Ministério Público pretende recorrer da decisão que soltou Ricardo Neis, atropelador dos ciclistas do grupo Massa Crítica, preso desde março. O procurador de Justiça Paulo Fernando dos Santos Vida, da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado, encaminhou um pedido à Procuradoria de Recursos do Ministério Público para analisar a possibilidade de entrar com um recurso junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou ao Supremo Tribunal Federal (STF), estâncias máximas do Poder Judiciário.
Ricardo Neis, atropelador dos ciclistas

O procurador quer que a decisão seja examinada novamente, por uma estância superior. Ele ressalta que as imagens do atropelamento coletivo revelam que o fato "foi grave, chocante, tanto que ganhou repercussão internacional".

Ricardo Neis responderá por 17 tentativas de homicídio triplamente qualificado. Ele estava no Presídio Central, mas no dia 7 deste mês foi concedido um habeas corpus e ele deixou a prisão. O fato ocorreu no final de fevereiro, quando o motorista jogou o carro sobre um grupo de cerca de 150 ciclistas, atingindo mais de 20, no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre.

diariodecanoas.com.br



O atropelador dos ciclistas de POA está solto
Atropelador de ciclistas é liberado do Presídio Central, diz advogado

O bancário Ricardo Neis, 47 anos, que ficou conhecido nacionalmente como o “atropelador de ciclistas de Porto Alegre” foi liberado do Presídio Central nesta sexta-feira (8). A informação foi confirmada para o Jornal do Comércio pelo ex-advogado do caso Jair Jonco.

“Estamos afastados do caso. Só posso dizer que o Habeas corpus foi julgado ontem e foi concedida liberdade para ele, que deve estar em casa essa hora”, disse Jonco.

No dia 25 de fevereiro, Ricardo Neis ultrapassou um grupo de ciclistas na Rua José do Patrocínio, atropelando dezenas e ferindo pelo menos oito deles. À polícia, argumentou que se viu cercado e, temendo uma agressão, abriu caminho para proteger a si e ao filho de 15 anos, que também estava no carro.

Em seguida, a Justiça decretou a prisão preventiva do atropelador. Como já estava internado, o motorista ficou sob custódia policial. Quanto teve alta, foi levado ao Presídio Central.

A decisão anunciada hoje é da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Neis responderá o processo em liberdade.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Oito ciclistas mortos em colisão com carro na Itália. Motorista estava 'emaconhado'

A polícia italiana prendeu um homem depois que seu carro - um automóvel Mercedes, se chocou com um grupo de ciclistas, matando oito deles.

A manhã de domingo, os ciclistas eram
vinculados a um ginásio em Lamezia Terme
O motorista fez uma ultrapassagem em uma estrada de duas pistas perto de Lamezia Terme, na região sul da Calábria, quando ele atingiu os ciclistas em sentido contrário, disseram autoridades.

Quatro pessoas ficaram feridas na colisão, incluindo o motorista, que é um cidadão marroquino. Além dos oito ciclistas mortos, quatro pessoas ficaram feridas: dois ciclistas, o motorista de um outro automóvel e um menino que estava com o motorista no outro carro atingido, disse Maria Dolores Rucci, comandante da polícia rodoviária de Catanzaro.

Ele está detido sob custódia da polícia no hospital por suspeita de homicídio culposo, de acordo com a agência de notícias Ansa.

Um porta-voz da polícia, que não quis dar seu nome, disse à agência de notícias Associated Press que o motorista havia testado positivo para maconha.

condições de visibilidade e de condução teriam sido boas no momento.

É bastante comum, na Itália, que grupos de ciclistas amadores percorram estradas vicinais nos finais de semana. Como resultado do acidente, o chefe da Federação de Ciclismo da Itália, Renato di Rocco, denunciou o "violento massacre" dos ciclistas nas rodovias do país e enviou pêsames às famílias dos mortos.

Ansa disse que o grupo de ciclistas de domingo de manhã, foi associada a um ginásio em Lamezia Terme.

Os ciclistas foram mortos quando foram atropelados no Marinella Sant'Eugemia perto de Lamezia Terme.

Fonte: bbc.co.uk