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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Servente acha bebê de 1 dia em bueiro no PR

Servente de pedreiro encontra bebê recém-nascido em bueiro
Criança foi encontrada em Maringá, no norte do Paraná, nesta quarta (3).
Menino foi levado para o hospital com um pequeno corte no pescoço.

Um bebê recém-nascido foi encontrado na tarde desta quarta-feira (3) em um bueiro no bairro Jardim Oásis, em Maringá, no norte do Paraná. De acordo com o Corpo de Bombeiro, a criança, que é um menino, foi encaminhada para o Hospital Universitário da cidade com um pequeno corte no pescoço.

Segundo o hospital, o bebê não deve ter mais de um dia e está com uma perfuração no lado direito do tórax, uma lesão no crânio e várias escoriações. A equipe médica ainda avalia o estado de saúde dele.

O menino foi encontrado ainda com a placenta pelo servente de pedreiro Adriano Ferreira dos Anjos.

Ele é funcionário de uma chácara que fica em frente ao bueiro e contou que quando estava indo trabalhar ouviu um barulho. A princípio, Adriano pensou que fosse um gato, mas estranhou e resolveu abrir o bueiro. O servente pediu auxilio para a vizinhança e um pedreiro que também trabalha na região entrou no bueiro e, com uma toalha, retirou o bebê.

De acordo com o Conselho Tutelar, a família do bebê não foi localizada. Assim que a criança sair do hospital deve ser encaminhada para um abrigo.

Veja a reportagem em vídeo (Globo.com): 

Recém nascido é encontrado vivo em bueiro


G1 Paraná

domingo, 10 de julho de 2011

Bueiros explosivos. Bomba-relógio carioca

Bomba-relógio carioca
Light deixou bueiros sem manutenção por pelo menos 10 anos e agora vai fechar 700 na cidade do Rio. Toda a tubulação da CEG no Centro está obsoleta
Copacabana é o bairro campeão de problemas em rede de distribuição da Light na cidade

Rio - No Rio de bueiros-vulcão, a explicação para tantas explosões pode estar num procedimento básico de segurança que ficou no escanteio por quase dez anos: a manutenção dos equipamentos. No Centro, transformadores da década de 50, sucateados, cabos com emendas com prazo de validade vencidos, ratos, baratas e infiltrações compõem o inventário das caixas subterrâneas da Light.

É também nesta mesma região da cidade, onde aconteceu a maioria das explosões, que a CEG concentra ainda parte da tubulação antiga — de ferro batido, segundo o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico e Energia, Júlio Bueno. Isso aumenta ainda mais o risco de novos incidentes: “Noventa e cinco por cento de toda a rede subterrânea da CEG já foram renovadas. Faltam 5%, que estão no Centro”.

Mas não é só no Centro que a situação é precária. Num relatório de 2009, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), são apontados problemas nos bueiros da Light no Leblon, Lagoa, Ipanema e Copacabana. Na ocasião foram inspecionadas nove câmaras de transformação, onde foi constatado: corrosão na caixas, vazamento de óleo e transformadores operando a temperaturas elevadas, em final de vida útil e em mau estado de conservação.

Questionada sobre o assunto, a Light disse que não sabia informar se os equipamentos já haviam sido trocados. No momento, reafirmou que a meta de substituição de transformador para este ano era de 500. Até junho, só 218 haviam sido substituídos.

Um dos diretores do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Energia do Rio (Sintergia-RJ), Tercio Amaral, afirmou que a Light antes de privatizar tinha 14,5 mil funcionários. Número que já chegou a 3,4 mil e que, hoje, fica, em média, em 4,1 mil.

“Houve um tempo em que a empresa ficou sem investimento. Existia uma turma de manutenção que ficavam em Triagem, que foi diluída. Precisamos de manutenções preventivas, pois os funcionários estão com medo de trabalhar e morrer numa explosão”.

Especialista acusa ‘política do tatu’

Para o especialista em gerenciamento de riscos e planejamento de emergências da Coordenação de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (Coppe/UFRJ) Moacyr Duarte, uma causa do problema é a ocupação desordenada do subsolo, o que chama de “política do tatu”.

“Cada um faz o seu buraco e ninguém sabe direito o que há lá embaixo, nem mesmo as próprias concessionárias”, afirma. Outra falha é a falta de padronização nas atuações das empresas. A proximidade até 50 m entre câmaras da Light e tubulações da CEG, passíveis de vazamento, seria suficiente para levar gás à rede elétrica.

Furos em cinco mil galerias

A Light já está eliminando as 700 caixas de junção do Rio. Há 10 dias, o presidente da Light, Jerson Kelman, disse que elas “servem apenas para assustar a população”. Foi uma delas que se incendiou e destruiu orelhões no Flamengo, dia 28.

Cinco mil caixas de inspeção vizinhas a bueiros da CEG serão furadas até dezembro para dissipar gás. Mas, segundo o coordenador do Crea Luiz Consenza, os buracos nas tampas são insuficientes: “São pequenos e entopem com a sujeira. Tem que haver manutenção diária”.

Reportagem de Christina Nascimento, Daniela Dariano e Felipe Freire
O Dia




domingo, 3 de abril de 2011

Rio de Janeiro: 130 bueiros podem explodir

Rio tem mais 130 bueiros que podem explodir
Light admite que falta manutenção e há risco para quem passa na Zona Sul e no Centro. Prefeito vai contratar auditoria

Rio - As ruas do Centro e da Zona Sul do Rio se transformaram numa espécie de campo minado: 130 bueiros da Light podem explodir a qualquer momento, como sexta à noite em Copacabana, quando cinco pessoas ficaram feridas. Segundo a companhia, o problema só será sanado no fim do ano. O prefeito Eduardo Paes classificou a situação como “escândalo” e fará auditoria. Só pouco antes das 20h deste sábado, o trânsito da Av. Nossa Senhora de Copacabana e de trecho da Rua Bolívar até a Av. Atlântica foi totalmente liberado.

Segundo o presidente da Light, Jerson Kelman, das cerca de 4 mil câmaras subterrâneas do Rio, 2 mil requerem atenção especial por estarem em áreas com grande fluxo de carros e pessoas. Das 2 mil, 830 passarão só por manutenção de rotina. Já 1.170 precisam de reparos e monitoramento, o que já foi feito em 1.040, restando 130.

Eduardo Paes realizou uma vistoria no local do acidente neste sábado | Foto: Alessandro Costa / Agência O Dia

Neste sábado de manhã, Paes foi a Copacabana com o secretário de Conservação, Carlos Roberto Osório. O prefeito pedirá à RioLuz que contrate auditoria externa em caráter emergencial para avaliar a rede subterrânea da Light, além de exigir providências da Aneel. Ele disse que ‘o tempo da Light acabou’ e que técnicos estiveram no bueiro que explodiu semanas antes do acidente. “A cena foi de atentado terrorista. Demos muita sorte. Poderia ter muita gente morta. Eles precisam apresentar um plano claro e rápido”, afirmou Paes. A Light diz que indenizará feridos e reembolsará a prefeitura pela via danificada.

‘NÃO CHEGAMOS A TEMPO’

Segundo a Light, o acidente foi causado após a explosão de transformador de 38 anos, na esquina da Rua Bolívar e N. S. de Copacabana. Os equipamentos já foram trocados. “A câmara que explodiu estava no plano de renovação, mas não chegamos a tempo”, alega Kelman.

A tampa, de cerca de uma tonelada, atingiu o táxi de Elcy Viana, 65. Os outros feridos foram Flávio Siqueira da Silva, 49, Luiz Fernando de Lima, 25, Ulisses Gomes, 42, e Alessandro Alves Pereira da Silva. Elcy foi transferido para o Hospital São Lucas, em Copacabana.

Uma cratera foi aberta no chão e dois táxis foram atingidos | Foto: Leitor Marcelo Leite Pereira

“Eu estava esperando para atravessar a rua quando houve a explosão. Minha sorte foi o sinal fechado. Vi muita fumaça. Corri em direção ao táxi atingido e tirei o motorista, bastante ferido. Ele estava em choque, com um corte na cabeça”, contou Ulisses, com a mão cortada. Flávio, também taxista, passava com o carro em cima do bueiro e chegou a ser suspenso. Ele recebeu alta ontem do Hospital Miguel Couto.
O DIA


Dano causado por explosão de bueiro no Rio é maior que previsto

O dano causado pela explosão de um bueiro da Light na avenida Nossa Senhora de Copacabana, no Rio de Janeiro, foi maior do que o previsto inicialmente, de acordo com a prefeitura da cidade. A explosão, ocorrida na noite de sexta-feira (1º), atingiu dois táxis e deixou cinco feridos.

Explosão de bueiro atingiu táxi e deixou quatro pessoas feridas na avenida Nossa Senhora de Copacabana, no Rio

Por conta do estrago, a área da avenida a ser recuperada será maior e as obras devem continuar na tarde deste sábado. A avenida permanece interditada desde a noite de ontem. A previsão inicial era de que a recuperação estaria concluída às 15h de hoje.

Para os motoristas que trafegam pela via, o desvio está sendo feito pela rua Miguel Lemos, avenida Atlântica (sentido Leme) e rua Barão de Ipanema ou rua Figueiredo de Magalhães, onde retornam para a Nossa Senhora de Copacabana.

Os ônibus que têm a via no itinerário seguem pela rua Figueiredo de Magalhães. O trânsito está liberado para moradores e carros de emergência. A prefeitura sugere que os motoristas evitem a via neste sábado.