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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Maioria dos brasileiros desconhece sintomas do AVC

Maioria dos brasileiros desconhece sintomas do AVC, alertam especialistas


O AVC é uma emergência médica. Derrame acontece quando o fluxo sanguíneo do cérebro pára. Dentro de minutos, as células cerebrais começam a morrer. Existem dois tipos de AVC. O tipo mais comum, chamado AVC isquêmico, é causado por um coágulo sanguíneo que bloqueia ou fecha de um vaso sanguíneo no cérebro. O outro tipo, chamado AVC hemorrágico, é causado por um vaso sanguíneo que rompe e sangra no cérebro. "Mini-cursos" ou ataque isquêmico transitório (AIT), ocorrem quando o suprimento sanguíneo para o cérebro é interrompido brevemente.

Os sintomas do AVC são:

  • Dormência ou fraqueza súbita na face, braço ou perna (especialmente em um lado do corpo)
  • Súbita confusão, dificuldade para falar ou entender a fala
  • Súbita dificuldade em enxergar com um ou ambos os olhos
  • Repentina dificuldade em andar, tontura, perda de equilíbrio ou de coordenação
  • Súbita dor de cabeça severa sem causa conhecida


Se você tiver algum destes sintomas, você deve ir a um hospital rapidamente para começar o tratamento. Terapias de AVC agudo tentam impedir um golpe enquanto ele está acontecendo através de uma rápida dissolução do coágulo de sangue ou parando a hemorragia. Reabilitação pós-AVC ajuda os indivíduos a superar dificuldades que resultam do dano do AVC. A terapia medicamentosa com os diluidores do sangue é o tratamento mais comum para o mal.

A cada cinco minutos, um brasileiro morre por causa de um acidente vascular cerebral (AVC)

A cada cinco minutos, um brasileiro morre por causa de um acidente vascular cerebral (AVC), segundo dados da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), com base em informações do Ministério da Saúde. São quase 100 mil mortes por ano no Brasil. Nesta sexta-feira (29), Dia Mundial de Combate ao AVC, especialistas alertam que a maioria dos brasileiros desconhece os sintomas da doença e não procura o médico.

Na maioria dos casos, o AVC, popularmente chamado de derrame, é causado pelo entupimento de uma artéria cerebral por um coágulo, impedindo o sangue de chegar a outras áreas do cérebro. "As pessoas esperam se vão melhorar e não procuram a emergência", alerta a integrante do Departamento de Doenças Cerebrovasculares da ABN, Sheila Martins.

Em 2008, uma pesquisa do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (USP), perguntou a 800 pessoas nas ruas das cidades de Ribeirão Preto, São Paulo, Salvador e Fortaleza quais os sintomas do AVC. Somente 15,6% dos entrevistados sabiam o significado da sigla. Ainda segundo a pesquisa, a maioria dos entrevistados confundiu a doença com Paralisia, congestão, trombose ou nervosismo. Os sintomas de um AVC são fraqueza ou dormência súbita em um lado do corpo, dificuldade para falar, entender ou enxergar, tontura repentina e dor de cabeça muito forte sem motivo aparente.

Para o neurologista e coordenador da pesquisa, Octávio Marques Pontes, o brasileiro não encara o AVC como uma doença que necessita de imediato atendimento médico, porque acha que não existe tratamento. "A doença está presente na vida das pessoas, mas a maioria vê como sem tratamento", disse. Pontes informou que, desde 2001, está disponível na rede pública e privada o tratamento trombolítico, que consiste na aplicação de remédios para desobstruir a artéria e restabelecer o fluxo sanguíneo, considerado o método mais eficaz.

A recomendação é que o paciente inicie o tratamento cinco horas após o aparecimento dos primeiros sintomas. O atendimento rápido aumenta em 30% as chances de sobrevivência, segundo Pontes. Um levantamento da Associção Internacional de AVC (ISS,em inglês) constatou que 15% dos pacientes que tiveram um acidente vascular cerebral podem morrer ou sofrer novo problema no prazo de um ano.

Os especialistas alertam ainda que é possível prevenir o acidente vascular, desde que sejam adotados cuidados no decorrer da vida - entre eles praticar exercícios físicos, ter alimentação saudável e evitar o fumo, o consumo de álcool, além de ficar em alerta com as taxas de pressão e do colesterol. A doença incide na população com mais de 65 anos, mas pode ocorrer em jovens e até recém-nascidos.

Além da prevenção, os médicos apontam a necessidade de ampliar a rede com tratamento específico para o AVC. Atualmente, 62 hospitais públicos e privados oferecem o tratamento adequado, contra 35 em 2008, segundo a neurologista Sheila Martins. "Temos ainda muito a fazer", alertou.

Em um ranking nacional feito pela neurologista, o Rio Grande do Sul aparece com a maior taxa de mortalidade por AVC no país - 75 mortes por 100 mil habitantes. Em segundo lugar está o Rio de Janeiro, com 68 mortes por 100 mil habitantes, seguido pelo Piauí, por Pernambuco e pelo Paraná. O cálculo é baseado em estatísticas do Ministério da Saúde de 2007.

A Organização Mundial de AVC estima que uma em cada seis pessoas no mundo terá um acidente vascular cerebral na vida.

AGÊNCIA BRASIL
Edição: Graça Adjuto

sábado, 28 de agosto de 2010

Os 8 sintomas mais comuns do câncer

Tossir sangue é um dos sintomas
mais comuns de câncer
Pesquisadores na Grã-Bretanha identificaram os oito sintomas mais comuns em pessoas que são diagnosticadas com câncer.

(EFE).- Cientistas britânicos identificaram oito dos sintomas mais comumente relacionados com o câncer, como presença de sangue na urina e anemia, segundo publica hoje a revista "British Journal of General Practice".

Segundo a publicação, em certos grupos de idade estes sintomas ajudariam a prever a presença de um tumor de forma tão certeira que, se não houver outra explicação mais plausível, o paciente deveria ser avaliado por um especialista.

Sangue no reto, nódulos nas mamas, tosse acompanhada de sangue, dificuldade ao engolir, sangramento vaginal depois da menopausa e resultados anômalos nas revisões de próstata completam a lista de sintomas a serem levados em conta.

Os pesquisadores buscavam sintomas que fossem indicativos de ter um câncer em pelo menos um em cada 20 casos.

Embora a presença de sintomas ainda represente uma possibilidade muito reduzida de ter um tumor, qualquer deles é motivo suficiente para que o paciente seja avaliado por um especialista e submetido a mais testes para que seja diagnosticado o mais rápido possível.

Para elaborar esta lista os cientistas cruzaram os resultados de 25 estudos anteriores que lhes permitiram concluir que no caso das pessoas menores de 55 anos só dois destes sintomas - resultados anômalos nas revisões de próstata e nódulos no peito - indicavam um risco de 5% de ter câncer.

Depois dos 55, embora apenas no caso dos homens, a dificuldade para tragar seria significativa de um câncer de esôfago, enquanto a presença de sangue na urina se transforma em um sintoma de especial preocupação entre homens e mulheres a partir dos 60 anos.

Mark Shapley, especialista que liderou a pesquisa, recomenda "mais investigação para desenvolver um tipo de programas de informática que alertem os médicos de família que eles têm que enviar o paciente para um especialista quando estes sintomas surgem em certos grupos de risco".

Um porta-voz da "Cancer Research UK", a organização que se encarrega das pesquisas sobre câncer no Reino Unido, advertiu que estes sintomas não são os únicos que indicariam um possível câncer.

"Os sintomas que aqui se destacam já eram considerados sinais potenciais de um tumor, mas existem pelo menos 200 tipos de câncer diferentes, por isso que a sintomatologia é muito ampla", explicou.

O porta-voz aconselhou procurar um especialista "perante qualquer mudança no corpo fora do comum e persistente", já que o tratamento do câncer tem maior probabilidade de sucesso quanto mais cedo for diagnosticado.

A entidade Cancer Research UK, de pesquisa sobre a doença, disse que quaisquer mudanças no corpo devem levar as pessoas a procurarem os médicos.

"Os sintomas identificados neste estudo já são sinais importantes de câncer, mas há mais de 200 tipos de câncer, com muitos sintomas diferentes", disse um porta-voz da entidade.

"Então se houver uma mudança no corpo, é importante checar isso. Quando o câncer é diagnosticado cedo, o tratamento tem maiores chances de sucesso."

Maioria dos fumantes com câncer não larga cigarro

Da AE


Levantamento realizado pelo Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira) aponta que 60% dos fumantes diagnosticados com câncer não conseguem largar o cigarro mesmo após descobrirem a doença.

De acordo com o estudo do Icesp, ligado à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da USP, um em cada três pacientes atendidos este ano no Icesp - o que corresponde a 35% - afirmaram ser tabagistas no momento em que ingressaram na unidade para realizar o tratamento.

Os fumantes que lutam contra o câncer têm dificuldade na cicatrização, prejudicando pacientes submetidos a cirurgia oncológica. Além disso, o tabagismo eleva a pressão arterial e o risco de doenças cardiovasculares e infecções respiratórias.

A função pulmonar também é afetada, o que pode aumentar o risco de complicações durante o período de radioterapia.

Durante o tratamento quimioterápico, alguns agentes podem surtir efeito bem menor no organismo do tabagista, prejudicando o tratamento.

Os efeitos colaterais como náuseas, vômitos, perda de apetite e sintomas respiratórios, também são intensificados.

Para incentivar os fumantes a largarem o vício, o Instituto do Câncer oferece tratamento para os pacientes internados, como a distribuição de gomas de nicotina e adesivos, que são as duas formas mais indicadas durante o período de internação.

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), o tabagismo ainda ocupa o topo da lista de causas de mortes evitáveis no planeta.

A OMS estima que um terço da população mundial adulta seja fumante, o que significa cerca de 1,2 bilhão de pessoas. As mortes devido ao uso de tabaco correspondem a 4,9 milhões ao ano, ou seja, 10 mil mortes ao dia.