quinta-feira, 15 de julho de 2010

Brasil é o 3º pior em ranking de 'qualidade de morte'

AE - Agência Estado

O Brasil ficou em 38º lugar em um ranking de 40 países que mede a "qualidade de morte". A lista, elaborada pela Economist Intelligence Unit (EIU), leva em conta itens como o sistema de saúde, os custos, barreiras culturais e o acesso a analgésicos, por exemplo. A lista foi divulgada hoje no site da companhia, integrante do Economist Group, que edita a revista The Economist.

O país mais bem colocado no quesito "qualidade de morte" foi o Reino Unido. O país obteve uma nota 7,9, a mesma da Austrália. Em terceiro lugar ficou a Nova Zelândia, com 7,7. Os Estados Unidos aparecem em nono lugar, com 6,2. Já o Brasil ficou com 2,2, à frente apenas de Uganda (2,1) e Índia (1,9). A China, com 2,3, e o México, com 2,7, estão logo à frente do País.

A Economist Intelligence Unit ressalta que, mesmo em alguns países nos quais o sistema de saúde é muito bom, há uma qualidade de morte ruim, por não haver, por exemplo, cuidados paliativos suficientes para os doentes.

No Reino Unido, entre os destaques estão o sistema de atendimento à saúde mental e o envolvimento institucionalizado dos profissionais com os cuidados no fim da vida. A EIU aponta que o sistema de saúde britânico não é um dos primeiros do mundo, mas o país ganhou pontos em quesitos como atenção pública à questão da qualidade da morte, disponibilidade de treinamento para esses cuidados, acesso a analgésicos e a transparência na relação entre médico e paciente.

Entre os países ricos que não se saíram bem no ranking estão a Dinamarca (22º), a Itália (24º) e a Coreia do Sul (32º). Nessas nações, a qualidade e a disponibilidade dos cuidados no fim da vida são muitas vezes insatisfatórios e falta coordenação política, segundo o estudo. A EIU ressalta ainda o fato de os membros do grupo BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), dos emergentes, estarem entre os últimos. O melhor colocado do grupo é a Rússia, em 35º lugar, com nota 2,8. A Lien Foundation, de Cingapura, também participou do trabalho.

Reino Unido é o melhor lugar para morrer

LONDRES — O Reino Unido é o melhor lugar para morrer por causa da qualidade do acompanhamento dado às pessoas que se aproximam do final de seus dias, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira.

O sistema de saúde público britânico não é considerado dos melhores, mas os cuidados que prodigaliza aos moribundos e o profissionalismo de seus hospitais colocam o país no primeiro lugar de uma lista de 40, de acordo com pesquisa realizada por Economist Intelligence Unit.

Os autores se basearam em critérios como a atitude do público ante a morte, a formação de pessoal médico, o acesso a medicamentos contra a dor e a relação médico-paciente, para criar um índice de "qualidade da morte".

O segundo lugar é ocupado por Austrália, seguido de Nova Zelândia e Irlanda. A Espanha aparece apenas na 26ª posição; já o México (36º) e o Brasil (38º) são os dois únicos latino-americanos da lista que inclui a Índia.

"Poucos países, inclusive ricos, com sistemas de saúde avançados" dispõem de estratégias para o acompanhamento do fim da vida em sua política de saúde pública, assinala o estudo.

No entanto, em muitos destes países, a longevidade e o envelhecimento da população criaram maior demanda para este tipo de atenção médica.

Os cientistas responsáveis pelo estudo do centro vinculado ao semanário The Economist ouviram médicos e especialistas dos 40 países da lista, composta pelos 30 membros da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e outros 10 que possuíam dados disponíveis.


 

Tópicos: Saúde, Ranking, Qualidade de morte, Brasil,

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