No pior atentado registrado no Iraque em um mês, pelo menos 21 pessoas morreram hoje e 80 ficaram feridas por três bombas que explodiram em cadeia na cidade de Ramadi, na região central do país.
Fontes policiais disseram à Agência Efe que o maior número das pessoas morreu depois da explosão de dois carros-bomba, com poucos minutos de diferença, no estacionamento de um complexo de Ramadi que abriga vários edifícios, entre eles o do Governo e o da delegacia de Polícia.
Primeiro houve uma explosão, e quando os curiosos e os agentes se aproximaram para atender às vítimas, o outro carro-bomba foi detonado.
A terceira explosão aconteceu nas imediações do Hospital Central de Ramadi, cidade situada a cerca de 100 quilômetros a oeste de Bagdá.
A tragédia só não foi ainda pior porque um suicida que dirigia um veículo carregado de explosivos foi interceptado pelos seguranças, que impediram sua entrada no hospital, e, nesse momento, o terrorista ativou o detonador.
Dois dos mortos nos atentados de hoje em Ramadi morreram na entrada do hospital e o restante nas duas explosões anteriores.
As autoridades impuseram toque de recolher na cidade até novo aviso e as zonas das explosões foram isoladas.
Após os atentados, a administração da província publicou um anúncio no qual oferece uma recompensa de 10 milhões de dinares (US$ 8.600) para quem puder fornecer informações sobre os autores das explosões.
Ramadi é a capital da província de Al Anbar. A província chegou a ser um dos redutos da organização terrorista Al Qaeda no Iraque, até que milícias locais apoiadas pelo Governo, os chamados Conselhos de Salvação, tomaram o poder da região.
Ainda não se sabe qual grupo pode estar por trás dos atentados de hoje, mas todas as suspeitas apontam para a Al Qaeda.
A cidade de Ramadi não vivia um atentado parecido com o de hoje desde o dia 7 de setembro, quando sete pessoas morreram, entre eles três policiais, depois da explosão também de um carro-bomba.
Al Anbar já foi uma das províncias mais violentas do Iraque, mas os Exércitos iraquiano e americano, apoiados pelas milícias locais, conseguiram controlar pouco a pouco as ações terroristas.
No dia 1º de setembro de 2008, os Estados Unidos passaram para o Iraque a responsabilidade de manter a segurança na província, a mais extensa do país, com 138 mil quilômetros quadrados, e que faz fronteira com Síria, Jordânia e Arábia Saudita.
O último pior atentado no país foi registrado no dia 10 de setembro, quando um caminhão-bomba explodiu na aldeia de Wardek, no norte do Iraque, matando 20 pessoas e deixando 30 feridas.
gazetaonline.globo.com
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