domingo, 31 de maio de 2009

Beyoncé não consegue parar de dançar quando escuta sua própria música

foto: Divulgação
Beyoncé não se controla ao ouvir Single Ladies


Beyoncé não consegue ficar parada quando escuta o hit Single Ladies. A cantora revela na edição de junho da revista 'Self' que é difícil se controlar quando a música está tocando e que ela acaba fazendo a coreografia inteira.

"Morro de vergonha. Eu não quero que as pessoas pensem que eu estou dançando a minha própria música, mas não consigo evitar".

Não conhece a coreografia de 'Single Ladies'? Clique aqui!


quinta-feira, 28 de maio de 2009

Tragédia no zoológico: Tigre mata tratador diante de turistas na Nova Zelândia

Funcionário limpava cercado quando foi atacado; animal foi sacrificado.

Da BBC

Um raro tigre branco atacou e matou seu tratador nesta quarta-feira em um zoológico da Nova Zelândia diante do olhar horrorizado de um grupo de turistas.

Segundo a polícia local, o tigre agarrou o tratador enquanto ele limpava o cercado onde vivia o animal. Outros funcionários tentaram desvencilhá-lo do tigre, sem sucesso.

O ataque ocorreu no zoológico Zion Wildlife Gardens, na cidade de Whangarei, a cerca de 200 quilômetros deAuckland.
WHITE TIGER: 'Lion Man' Craig Busch with Zion Wildife
Park's white tiger cubs in 2005. A park keeper has been
mauled to death by a white tiger.

O zoológico, que abriga cerca de 40 tigres e leões raros, foi fechado aos visitantes, e o tigre que atacou o tratador foi sacrificado.

'Dia incrivelmente triste'

Segundo a polícia, o ataque foi testemunhado por um grupo de oito visitantes.

Em um comunicado no site do zoológico, a direção do Zion Wildlife Gardens afirma que este é "um dia incrivelmente triste" para o parque e diz estar prestando apoio à família do funcionário morto e aos demais funcionários, que estariam "devastados".

No início do ano, outro tigre do mesmo zoológico já havia atacado outro tratador, que precisou passar por cirurgias na perna após o ataque.

O Zion Wildlife Gardens é bastante conhecido na Nova Zelândia, por ter sido o cenário de um programa de TV comandado pelo seu fundador, Craig Busch, conhecido como "Lion Man" (Homem-Leão).


sábado, 23 de maio de 2009

Maisa e Silvio Santos: lágrimas e sadismo

Silvio Santos mancha seu currículo ao submeter Maisa, de 7 anos,
a humilhações. O Ministério Público estuda puni-lo

Marcelo Marthe

Thiago Bernardes

SEM GRAÇA NENHUMA
Maisa e Silvio: lágrimas e sadismo

No domingo passado, Silvio Santos manchou seu currículo e tornou-se responsável por um dos episódios mais lastimáveis da TV brasileira em muito tempo. O veterano comunicador deixou transtornada, levou às lágrimas e humilhou uma menina que mal completou 7 anos – Maisa Silva, uma das principais atrações do SBT. Faz algum tempo, Maisa tornou-se um chamariz de ibope do Programa Silvio Santos. Quinze dias atrás, ela já havia chorado durante o show dominical quando um garoto com maquiagem de monstro surgiu para lhe dar um susto. Maisa entrou em pânico e foi chamada de covarde pelo patrão (que, na verdade, recorreu a um termo chulo). Na semana passada, Silvio voltou a atormentar Maisa. A menina ficou desconcertada, chorou novamente e, ao correr para os braços da mãe, bateu a cabeça numa câmera. Enquanto ela urrava de dor, Silvio ria e a chamava de medrosa, em coro com o auditório. "Nenhum marido vai aturar você", ele disse. Tudo em tom de brincadeira – mas brincadeira estúpida, de incrível mau gosto. Diante desse vexame, não é surpresa que o Ministério da Justiça e o Ministério Público Federal tenham posto o SBT e os pais de Maisa na mira.

Maisa ganhou fama no Sábado Animado, programa em que tem liberdade para agir como quiser – o que acaba resultando em cenas impagáveis. No Programa Silvio Santos, ela reage às provocações do apresentador. Silvio – que por algum motivo obscuro insiste para que Maisa se vista como a atriz Shirley Temple se vestia nos anos 30 – começou com provocações leves antes de descambar para o sadismo da semana passada. "A crueldade a que Maisa foi exposta afronta o Estatuto da Criança e do Adolescente", diz o procurador Pedro Antonio de Oliveira Machado, do Ministério Público Federal. Machado abriu um inquérito para apurar as responsabilidades do apresentador e dos pais dela, Celso e Gislaine Andrade. As penas podem ir de multas até a detenção de seis meses a dois anos. Também o Ministério da Justiça pode punir o SBT. Se Silvio Santos insistir em mostrar Maisa em situações degradantes, seu programa poderá ter a classificação indicativa alterada. Ele passaria a ser recomendado para maiores de 12 anos, o que tiraria Silvio das tardes, empurrando-o para a faixa das 8 da noite.VEJA

Edição 2114
27 de maio de 2009

terça-feira, 19 de maio de 2009

As barraqueiras e os brucutus do fim de tarde na TV

Os fins de tarde na TV viraram – mais uma vez – um festival
de sensacionalismo. Para subirem na audiência, as emissoras
descem a ladeira da exploração da miséria humana


Marcelo Marthe

Dois meses atrás, ao decretar o fim da revista de variedades Olha Você, que o SBT vinha exibindo sem sucesso no fim da tarde, Silvio Santos pontificou: era impossível competir naquele horário com uma atração amena. Ele estava frustrado porque sua emissora se via acossada pela Bandeirantes, que volta e meia a ultrapassava no ibope da Grande São Paulo com os telebarracos de Márcia Goldschmidt e o policialesco Brasil Urgente, de José Luiz Datena. Desde o último dia 4, Silvio contra-ataca com a mesma moeda. Às 16h30, colocou no ar uma versão reformulada do Casos de Família. O programa, que antes abordava conflitos familiares num tom de autoajuda, ganhou uma nova apresentadora, Christina Rocha, e agora investe nos telebarracos de forma até mais radical que Márcia. Às 17h30, Christina entrega o bastão a Carlos Massa, o Ratinho – que, depois de dois anos de geladeira, está de volta num programa que une seu humor chulo ao jornalismo popularesco. É uma resposta a Datena. As estreias de Ratinho e Christina levantaram a audiência do SBT nos primeiros dias. Mas a disputa segue indefinida. O que já se pode afirmar é que, como vem ocorrendo na TV brasileira desde os anos 90, mais uma vez os fins de tarde passam por um dos seus mergulhos cíclicos na lama. Com problemas crônicos de ibope nessa faixa de horário, a Record deverá ser a próxima a abraçar a tendência: entrará na refrega com um novo programa capitaneado pelo apresentador Geraldo Luís.

Na área dos telebarracos, a competição se dá entre uma veterana e uma novata. Márcia Goldschmidt exercita-se nesse tipo de programa desde o fim dos anos 90, quando despontou num show do SBT em que lavagens de roupa suja entre parentes ou casais resultavam, quase sempre, numa troca de sopapos. A certa altura, isso começou a afugentar anunciantes – e o Ministério Público passou a pressionar contra a baixaria. Então Márcia, que está sempre em busca do aperfeiçoamento ("Aliso os cabelos, faço luzes, pus silicone nos seios e me amarro num Botox", diz), suavizou seu estilo. Ela ainda torna públicos os desencontros afetivos de pais e filhos, homens e mulheres, às vezes com a ajuda de um detector de mentiras, mas trocou a instigação pelo pseudoaconselhamento sentimental. Em sua estreia no filão, Christina (que começou na televisão no famigerado O Povo na TV, em 1981, e, nos anos 90, apresentou o telejornal sensacionalista Aqui Agora) faz lembrar a antiga Márcia. Seu papel é atiçar a discussão entre os participantes do Casos de Família até o ponto da gritaria. "Sou um soldado de Silvio Santos", diz ela. Seu salário é de 40 000 reais por mês – contra 250 000 reais embolsados por Márcia. Essa última, ao menos por enquanto, não dá sinais de que vai retornar ao antigo figurino. "Eu era parte do problema das pessoas que iam ao meu programa. Hoje, sou a solução", diz ela. Para responder à ameaça do SBT, sua aposta é um quadro em que oferece cirurgias plásticas para moças da periferia em busca de namorado.

A disputa entre Ratinho e Datena é igualmente acirrada. À fórmula do Brasil Urgente – que consiste numa imagem impactante de violência repetida vezes sem conta, enquanto Datena esbraveja contra a impunidade do criminoso – Ratinho contrapõe o seu indescritível "humor": um de seus quadros foi um futebol de anões. Embora se declarem amigões, os dois se alfinetam. "Datena é um mal-humorado", afirma Ratinho. Datena, que completa 52 anos nesta terça-feira, há tempos anuncia o desejo de se aposentar. Reclama que não tem mais saúde para seu trabalho. Há três anos, retirou um tumor do pâncreas. "Não sou burro, sei que tenho uma enfermidade grave", diz.

Datena se irrita, em particular, com a Record – com a qual rompeu há seis anos e que exige dele uma indenização de 10 milhões de reais. "O dinheiro ali cai do céu", afirma, referindo-se aos recursos que a Igreja Universal do Reino de Deus despeja na Record. Enerva-o mais ainda a hipótese de Geraldo Luís, apresentador que é uma espécie de "Datena cover", vir a competir com ele e Ratinho. Descoberto pelos bispos na afiliada da emissora em Limeira, no interior de São Paulo, Geraldo comandava até duas semanas atrás a versão paulista do Balanço Geral, jornalístico na linha mundo-cão exibido no horário do almoço. Em breve, deverá ter uma atração nacional nas tardes. Será uma briga de pesos-pesados. Assim como Datena e Ratinho, Geraldo tem mais de 100 quilos.

Fonte:
VEJA
Edição 2113
20 de maio de 2009

Novela 'A favorita' sai vencedora de premiação da TV brasileira

foto: divulgação
A Favorita
Patrícia Pillar levou mais um prêmio por interpretar Flora, em 'A Favorita'


A novela "A favorita" foi consagrada na 11ª edição do Prêmio Contigo, que aconteceu na noite desta segunda-feira (18), no hotel Copacabana Palace, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A trama de João Emanuel Carneiro faturou oito categorias, incluindo melhor novela, diretor e autor.

"A favorita" também venceu nas categorias melhor atriz, para Patrícia Pillar, que interpretou Flora, e melhor ator, para Cauã Reymond, por seu papel de Halley. "Queria agradecer à minha mulher", disse Cauã, ao dedicar o troféu a Grazi Massafera.

Como coadjuvantes, venceram os atores Ísis Valverde, pelo papel de Rakelli em "Beleza Pura", e Ary Fontoura, por sua atuação como Silveirinha, em "A favorita". Ísis chegou atrasada à cerimônia e foi correndo direto ao palco receber seu troféu. "Caramba, não deu nem para pensar em nada", disse ofegante antes de agradecer à equipe com que trabalhou na trama.

O Prêmio Contigo homenageia anualmente os melhores da TV brasileira, escolhidos por meio de votação do público em 14 categorias. Esta edição da premiação, que foi apresentada pela dupla Luiz Fernando Guimarães e Fernanda Torres, ainda homenageou o humor televisivo, premiando a atriz Katiuscia Canoro, a Lady Kate de "Zorra total", e Tom Cavalcante, que dedicou seu troféu ao "mestre" Chico Anysio.

Homenagem a Lima Duarte

O veterano homenageado da noite foi o ator Lima Duarte, de 79 anos, que atualmente está no ar em "Caminho das Índias". Em seu discurso de agradecimento, Duarte lembrou histórias de sua infância e o início de sua carreira, há quase seis décadas. "O passado é a coisa mais presente na vida da gente", disse o ator ao dedicar o prêmio a parceiros já falecidos, como Paulo Gracindo e Dias Gomes.

Também compareceram à festa Camila Pitanga, Grazi Massafera, Carolina Dieckman, Giovanna Antonelli, Dan Stulbach, Preta Gil, Carolina Ferraz, Nívea Stelmann, Nathalia Dill, Isabelle Drummond, Juliana Didone, entre outros.

Confira abaixo a lista completa dos vencedores:

Melhor novela ou minissérie: "A favorita"

Melhor atriz: Patrícia Pillar (Flora - "A favorita")

Melhor ator: Cauã Reymond (Halley - "A favorita)

Melhor atriz coadjuvante: Isis Valverde (Rakelli - "Beleza pura")

Melhor ator coadjuvante: Ary Fontoura (Silveirinha - "A favorita")

Melhor diretor: Ricardo Waddington - "A favorita"

Melhor autor: João Emanuel Carneiro ("A favorita")

Melhor atriz infantil: Thavyne Ferrari (Rafinha - "Três irmãs")

Melhor ator infantil: Eduardo Mello (Domenico - "A favorita")

Melhor atriz revelação: Nathalia Dill (Débora - "Malhação")

Melhor ator revelação: Alexandre Nero (Vanderlei - "A favorita")

Melhor atriz de humor: Katiuscia Canoro (Lady Kate - "Zorra total")

Melhor ator de humor: Tom Cavalcante ("Show do Tom")

Melhor programa de humor: "CQC"


Fonte: G1

domingo, 17 de maio de 2009

Líder do Black Eyed Peas sonha com o Brasil

Coadjuvante de Hugh Jackman em "X-Men Origens: Wolverine", estreando como ator de cinema na pele do mutante John Espectro, o rapper will.i.am, voz e cabeça pensante do quarteto Black Eyed Peas, sonha com o Brasil para o futuro CD da banda, prometido para o dia 9 de junho. O disco tem um nome tão estilizado quanto o pseudônimo do cantor americano de origem jamaicana, batizado como William James Adams Jr ao nascer: "e.n.d.". 

"O 'e.n.d.' quer dizer 'energy never dies' ('energia nunca acaba'). Essa é a proposta que vai nortear o CD. E é ela que queremos levar ao Brasil. Cara, o nosso show no Rio no réveillon (de 2006 para 2007) estava lotado de um jeito inesquecível", diz will.i.am, em entrevista nos estúdios da 20th Century Fox, em Los Angeles. 

Lá, will.i.am divertia seus colegas de "X-Men Origens: Wolverine" e a imprensa internacional com tiradas bem-humoradas (e nada deslumbradas) sobre a política americana da era Barack Obama. "Se os EUA esperam que Obama vá nos salvar, estamos ferrados. Ele é só um homem. Por acaso, foi o homem certo. Ele sempre foi um potencial presidente. Basta ver sua história. Mas temos que rever as esperanças que depositamos", diz will.i.am, que esteve com Obama em sua eleição, em novembro.

Já em relação à atual crise da indústria do disco, o músico e produtor pensa que esse é um período de mudanças. "Na música, tudo é tecnologia. As gravadoras agora estão diante de uma revolução tecnológica e precisam se adaptar a ela. Artista algum nesse mercado fez dinheiro, efetivamente, vendendo discos. Ganhamos nos shows lotados, no contato com o público. E isso, o Black Eyed Peas nunca deixou de fazer. (Agência Globo) 
Rodrigo Fonseca 

terça-feira, 12 de maio de 2009

TV Globo nega 'conspiração' contra Silvio Santos


Na semana passada, após a vitória do Corinthians sobre o Atlético-PR por 2 a 0, a Globo correu para entrevistar Ronaldo. Dessa vez, no entanto, diferentemente da final do Paulista, o câmera da Globo usou um inusual enquadramento, dando close exclusivo no rosto de Ronaldo o tempo todo.

Assim que isso ocorreu, logo começou a circular, no meio esportivo da TV, entre câmeras de emissoras concorrentes, a teoria de que a Globo usou aquele enquadramento - exibindo um Ronaldo-cabeção - única e exclusivamente para impedir que a emissora mostrasse os patrocinadores de sua camisa: o Grupo Silvio Santos.

Silvio Santos comprou espaço na camisa do Corinthians em peso: estão lá as marcas Tele Sena, Baú da Felicidade e Banco Panamericano. Ronaldo ficou quase três minutos ao vivo, ao final da partida do último dia 6, dando entrevista a Mauro Naves. Mas em praticamente nenhum momento o telespectador viu ali as marcas Silvio Santos.

Procurada por Ooops!, a direção da Globo Esportes nega que exista qualquer "conspiração" ou "boicote" aos patrocinadores do Corinthians. Segundo informou, por meio da CGCom, o citado "enquadramento já foi usado inúmeras vezes. Dessa vez, ocorreu por que Ronaldo tinha muitos microfones em sua testa, "além de uma boca de câmera (alheia) que teimava em aparecer. O padrão Globo é não deixar vazar outra câmera na frente do entrevistado ou qualquer 'sujeira', no linguajar do meio", declarou a Globo.

A Globo diz ainda que "qualquer teoria conspiratória sobre isso vai ser totalmente quebrada nas próximas transmissões".

Fonte: tvcanal13.com.br

Globo defende-se das acusações e ataca patrocinadores do vôlei


A TV Globo não gostou nada de ver seu nome envolvido nos argumentos dos times de vôlei que encerraram suas atividades nas últimas semanas. Nesta terça-feira, um dia após a Unisul anunciar o fim de sua equipe, a emissora enviou comunicado oficial à imprensa rebatendo as acusações.

Tal como o Finasa já havia alegado, a Unisul justificou que os patrocinadores da equipe desistiram de apoiá-la porque, entre outros motivos, a Globo não exibe o nome destas empresas durante as transmissões das partidas.

A emissora resolveu contra-atacar. Em texto divulgado pela Central Globo de Comunicações, a TV explica as regras internas que a levam a não falar o nome dos patrocinadores durante as exibições. Além disso, diz que a simples transmissão de jogos e eventos esportivos serve de incentivo às marcas patrocinadoras.

No final do comunicado, porém, a Globo eleva o tom e faz críticas diretas às empresas, acusando-as de usar a questão das transmissões para esconder o que seria o verdadeiro motivo da fuga de patrocinadores, isto é, a crise econômica.

Por enquanto, Brasil Telecom, Bento Vôlei e Unisul encerraram suas atividades. O time catarinense, porém, pode ter uma esperança, já que o técnico Giovane Gávio está em negociação com outras empresas para tentar manter a equipe.

O Finasa também retirou seu patrocínio ao Osasco, mas o time continuará na Superliga graças à união de outras empresas. Já a Ulbra anunciou que sua equipe de vôlei durará apenas mais uma temporada, para cumprimento de contratos anteriores. Em 2010, o time também acabará.

Por fim, o Minas segue em negociação com seu maior patrocinador, a Vivo, para tentar segurar seu elenco.

Confira abaixo, na íntegra, a nota enviada pela TV Globo ao UOL Esporte:

Os critérios que orientam as decisões das equipes de Jornalismo e de Esportes da Globo, de citar e exibir marcas, atendem a uma finalidade: ajudar o público a reconhecer a existência de fronteiras entre editorial e comercial, além, é óbvio, de resguardar, legitimamente, o modelo de viabilização da TV aberta, cujo sustento deve advir exclusivamente da comercialização dos intervalos e de outros formatos comerciais.

A Globo considera que a visibilidade natural proporcionada aos patrocinadores de equipes e eventos, em transmissões e reportagens, por si só agrega valor às marcas e gera ganhos de imagem para as empresas investidoras no esporte, dado o imenso alcance de público da televisão aberta.

É curioso que, justamente no momento em que o mundo atravessa grave crise econômica, empresas aleguem que vão encerrar projetos esportivos porque suas marcas não são citadas. Ainda que estes projetos esportivos tenham recebido durante anos - às vezes décadas - o mesmo tratamento atual, o que prova terem sido vitoriosos e assegurado retorno para os patrocinadores que a eles se associaram.

A eventual frustração de empresas patrocinadoras por não terem conseguido, na Globo, a chamada "mídia espontânea", na intensidade pretendida, reforça nossa convicção quanto ao acerto de nossas políticas.

Fonte: UOL

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Tony Ramos, o comediante: E não é que ele é mesmo engraçado?

Aos 60 anos e dono de uma carreira pontuada por galãs certinhos, Tony Ramos revela sua veia de comediante no cinema e na TV


Marcelo Bortoloti

Oscar Cabral

Comediante
Tony Ramos como Opash, seu personagem em Caminho das Índias. Ele se irrita quando insinuam que não tem humor. Na infância, era fã de Oscarito e Jerry Lewis


Quando criança, Tony Ramos queria ser comediante. Pintava um bigode no rosto para imitar os trejeitos de Jânio Quadros, era fã de Jerry Lewis e dizia que um dia seria igual a Oscarito. Não foi escolha sua a trilha de galã certinho e bem-comportado construída ao longo de 45 anos de televisão, primeiro na TV Tupi e mais tarde na Rede Globo. Mas esse tipo, que o tornou um dos atores mais queridos do Brasil, lhe caiu bem desde o início. E, embora tenha feito algumas incursões pela comédia, Tony acabou sendo levado a uma opção até exagerada pelo bom-mocismo na TV. Nas quarenta novelas em que atuou, ele só foi vilão duas vezes – e vilão arrependido, regenerado no fim da trama. O que nem ele esperava é que, aos 60 anos, sua carreira desse uma guinada justamente em direção à comédia. Depois do estouro de Se Eu Fosse Você Se Eu Fosse Você 2 (este, com 6 milhões de espectadores, é a maior bilheteria do cinema brasileiro nos últimos vinte anos), em que troca de papel com Glória Pires, Tony fez de Opash, de Caminho das Índias, um dos personagens mais marcantes e divertidos da trama de Glória Perez.

Opash, pai do protagonista Raj (Rodrigo Lombardi), é um comerciante indiano sério, apegado a valores tradicionais, que sofre um choque cultural fenomenal ao desembarcar no Brasil para tentar contornar o rolo em que o filho se meteu ao engravidar Duda (Tania Khalill), a namorada que foi trocada por Maya (Juliana Paes). Numa cena exibida há duas semanas, Opash foi a uma boate no Rio de Janeiro acompanhado por Chiara (Vera Fischer) e acabou tirado para dançar por duas mulatas em trajes mínimos. O misto de constrangimento, espanto e encantamento de Opash ao combinar estranhíssimos passos de "samba" com gestos de dança indiana resultou em um dos melhores momentos da novela até agora, com toques que fazem lembrar Peter Sellers em Um Convidado Bem Trapalhão. Nos capítulos que estão no ar, Opash já retornou à Índia, mas o humor resultante do choque cultural continua em evidência, como nas cenas em que ele mostrou as fotos da viagem à sua mulher, Indira, tentando convencê-la de que acha muito normal a quase nudez das brasileiras. A vida do personagem vai passar por uma reviravolta, quando ele descobrir que é filho de seu arqui-inimigo Shankar (Lima Duarte), uma situação que porá em xeque todas as suas convicções. Mas o viés cômico será mantido, inclusive com outras viagens ao Brasil, onde é possível explorar de forma mais saborosa o choque cultural.

Tony Ramos é bom em contar casos e piadas, o que se orgulha de fazer "com a alma", em sua própria definição. Isso exige um timing preciso, que o ator usa muito bem em cenas cômicas. Mas a chave de seu humor é o que o diretor Daniel Filho, de Se Eu Fosse Você, define como "construção minimalista" e o próprio ator resume ao explicar por que o episódio da boate ficou tão engraçado. "O texto era bom, eu não precisava carregar nas tintas", diz. Essa economia, que impede a transformação do que é cômico em algo simplesmente caricatural, torna-se possível pela minúcia com que Tony constrói seus personagens. No caso de Opash, por exemplo, a forma de olhar as pessoas quando chegou ao Brasil foi inspirada no olhar curioso e um tanto ingênuo que os técnicos indianos dirigiam à equipe da Rede Globo durante o período de gravação na Índia. O cabelo, com fios longos e gel, foi copiado dos comerciantes de tecido que ele conheceu no país. (Até o jeito de falar envolve uma teoria, que nem é o caso registrar: sotaque em novela da Globo é sempre aquela maluquice, não importa quem seja o ator). O mesmo método foi usado na construção do Cláudio de Se Eu Fosse Você. Para não converter o personagem num travesti, Tony Ramos estudou inicialmente a maneira de andar e de falar da atriz Glória Pires, com quem faz par no filme e em quem se transforma. Em seguida, passou a observar atentamente os trejeitos de sua mulher, Lidiane, com quem vive há quarenta anos. "Fui estudando o jeito como ela fala com os cachorros, treinando gestos mais delicados", conta o ator, afinando a voz para demonstrar ao repórter de VEJA como chegou ao personagem. "Tony tem timing e inflexão. Poderíamos regravar todos os filmes do Oscarito com ele no papel principal que seria um sucesso", diz o humorista Chico Anysio, que também atuou no filme.

Tony Ramos diz que seu conhecimento da televisão brasileira o qualificaria para um trabalho nos bastidores, como executivo – ou ainda como autor de novelas (uma ambição que parece realmente acalentar). É improvável que a Globo o estimule a passar para o outro lado. Ele pertence à primeira linha de atores da emissora, com salário mensal de 60 000 reais, mais 40% de bonificação quando está no ar (seu cachê em Se Eu Fosse Você 2 foi algo em torno de 80 000 reais). Tal qual um personagem do noveleiro Manoel Carlos, ele mora no Leblon. Anda sempre a pé pelas ruas e procura conversar com fãs que o abordam. Boa-praça, falante, Tony dificilmente perde o bom humor. Não vê o menor problema nas incontáveis piadas sobre seu corpo peludo, inclusive as do Casseta & Planeta que, parodiando o personagem Miguel, em Laços de Família, mostravam a empregada varrendo os pelos do sofá da casa de Helena (Vera Fischer) após uma cena de amor. Só uma coisa o irrita: quando a imagem de cidadão respeitável, que marcou seus personagens, e que cultiva em sua vida pessoal, é associada a um sujeito chato e sem humor. "Em casa, ele é um cara superengraçado", diz Lidiane. Agora dá para acreditar.




Fonte: Veja

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Eminem divulga trailer de videoclipe no YouTube

O rapper Eminem em cena do clipe de '3                 a.m.'. (Foto: Divulgação)
O rapper Eminem em cena do clipe de '3 a.m.'. (Foto: Divulgação)

Perto do lançamento de seu novo álbum (o primeiro de inéditas em cinco anos) “Relapse”, previsto para o dia 19 maio nos EUA, o rapper Eminem divulgou nesta quinta-feira (30) um trailer no YouTube para seu próximo videoclipe,”3 a.m.”. 



O vídeo mostra Eminem correndo no meio de uma floresta, em cenas que lembram filmes de terror como “A bruxa de Blair”, “Jogos mortais” e “Silent hill”, entre outros. A música não é tocada em nenhum momento no trailer, mas sites norte-americanos dizem que ela combina bem com o clima do clipe: a primeira frase é “Eu me lembro da primeira vez que eu desmembrei um membro da família”. 

O primeiro videoclipe do novo disco do rapper foi da música “We made you”, onde ele tirava sarro de fenômenos pop como “Transformers”, Jessica Simpson, o vocalista do Poison, Sarah Palin, “Guitar hero”, Britney Spears, “Jornada nas estrelas”, Elvis Presley e Amy Winehouse. 

O último álbum de Eminem, "Curtain Call: The Hits," de 2005, vendeu 2,9 milhões de cópias nos EUA, segundo a Nielsen SoundScan. Seu último disco gravado em estúdio foi "Encore," de 2004, que vendeu 5,1 milhões de cópias.